Vail parte 2 – Inverno: Natal Branco e Muito Esqui

Este é o segundo de quatro posts sobre Vail, e é focado nas atrações de Inverno. O próximo post será sobre o verão.

Um Natal Branco

Sempre compartilhamos o sonho de um Natal  branco, um verdadeiro White Xmas. Afinal de contas, as referências natalinas em qualquer ponto do globo são as mesmas: salas aconchegantes com lareira, pinheiro de verdade, muita neve lá fora. Queríamos ao menos uma vez passar um Natal com roupas de inverno, bem longe daqueles trinta e muitos graus característicos dos Natais brasileiros, que fazem qualquer peru assar ao ar livre.

E tinha que ser nos Estados Unidos. Mas apesar da fama de New York, escolhemos Vail. Afinal um lugar pequeno como esse tem o poder de se transformar numa mágica vila de Natal nessa época.

As vitrines das lojas ficam irresistíveis. Ainda mais se for de uma loja pequena e aconchegante como essa.

         

Pinheiros são oferecidos sem custo para quem quiser levar – é tempo de generosidade.

Até Papai Noel aparece para esquiar!

E à noite tudo fica ainda mais encantador.

Todas as árvores recebem luzinhas brancas ou coloridas, delicados pontos brilhantes – e nada mais.

       

Luzes até na ponte coberta da Bridge Street, bem calma a essa hora da noite.

As fachadas das lojas exibem enfeites natalinos especiais.

       

Uma das fontes do centrinho jorra água e fogo. Isso mesmo, fogo!

Fogueiras são acesas pela cidade, algumas com convidativas poltronas ao redor, como verdadeiras salas de estar ao ar livre.

Os ursos de gelo ganham uma sombra muito realista.

E o rinque de patinação ganha shows profissionais. Nem as temperaturas negativas espantam o público que vem prestigiar esse clássico americano.

E quando o frio pegar para valer, é só voltar para a lareira do hotel, ou entrar numa lojinha para comprar souvenirs natalinos, ou ainda naquele restaurante especial para uma refeição maravilhosa. Perfeito para quem quer um Natal longe das multidões, típico de cidade pequena. Só faltaram os flocos de neve caindo para completar o cenário… mas ainda assim um inesquecível Natal branco!

Esqui em Vail Mountain

Como já falamos no post anterior, Vail possui a maior área esquiável dos Estados Unidos – são ao todo 5.289 acres. Até na parte de trás da montanha é possível esquiar, onde estão os famosos Back Bowls (antigo local de treino dos ski troopers), e mais além, na face oposta, em Blue Sky Basin. É o paraíso dos esquiadores experientes. 53% das trilhas de Vail Mountain são de nível avançado. Os intermediários ficam com 29% e os iniciantes com apenas 18%, mas como a montanha é muito grande, vai demorar para você percorrer todas as trilhas, independente do seu nível . Há 32 meios de elevação à disposição, e grooming diário de praticamente todas as pistas, uma estrutura e tanto.

O slogan de Vail é “Like Nothing on Earth”. Como é somente a segunda estação de esqui que conhecemos, só podemos compará-la à nossa experiência anterior – Bariloche. Mas acreditamos que o slogan entrega o que promete.

A temporada abre na metade de novembro e vai até a metade de abril, então não faltam opções de data. A temperatura média na montanha, nos meses de inverno, oscila entre -6 e -1 graus centígrados. Mas prepare-se, é possível pegar temperaturas bem mais baixas do que isso (e nós pegamos).

Tudo é de primeiríssimo mundo e começa na reserva dos pacotes de esqui, que pode ser feita no aconchego do lar via internet, num único site: passes para skilifts, traslado, aluguel de equipamento e até mesmo a contratação das aulas.

Chegando lá, é só se dirigir ao centro de esqui Mountain Plaza, localizado bem no centrinho e aos pés da montanha, para escolher o equipamento mais adequado (com kits já prontos para iniciantes básicos até os mais arrojados, com esquis de maior performance). Você tem a opção de retirar o equipamento no dia ou na tarde do dia anterior ao esqui, se quiser aproveitar o máximo do seu tempo nas pistas.

O espaço, moderno e sofisticado, é dividido em setores para cada tipo de equipamento (botas, esquis, bastões). Todos estão em ótimo estado e são guardados em prateleiras deslizantes, como aquelas utilizadas em bibliotecas – quanta organização.

        

E a uma curta distância dali fica Golden Peak, uma das bases da montanha onde acontecem as aulas.

Nós com Bob, nosso simpático instrutor

A vida dos principiantes, que precisam subir e descer infinitas vezes antes de seguir para as pistas, é facilitada pelo fantástico magic carpet (uma esteira rolante em plena neve).

        

À medida que os exercícios evoluem, sobe-se um pouco mais alto.

         

Até o momento de ir para as pistas. O lift mais central de Vail, exatamente ao lado do Mountain Plaza, é o Vista Bahn Express Lift

…Que leva até Mid-Vail, uma das principais áreas de esqui da montanha, que conta também com restaurante e uma vista panorâmica a 3.125 metros de altitude.

vista da janela do restaurante em Mid-Vail

O dia termina cedo para os esquiadores, já que começa a escurecer a partir das 16:00. Aí todo mundo desce a montanha e se reúne para o aprés-ski num dos bares pertinho de Vista Bahn. Ouvimos um esquiador comentando que essa é a melhor parte do esporte.

Um pouco mais adiante de Vail, no vilarejo de Lionshead, fica outra excelente área de esqui, Eagle’s Nest, acessível através da rápida Eagle Bahn Gondola.

Tratam-se de cabines fechadas e com espaço para guardar os esquis e pranchas de snowboard do lado de fora. A única gôndola de Vail, uma verdadeira benção nos dias mais frios.

Já na chegada tivemos direito a uma foto profissional de cortesia. Afinal, é dia de Natal! De lá, é possível apreciar o Mount of the Holy Cross, o pico ao fundo, com 4.269 metros, batizado pelo acúmulo de neve em forma de cruz em uma de suas faces.

E impossível não parar alguns minutos para admirar a vista panorâmica dali, a 3.155 metros de altitude, ainda mais em dias ensolarados como esses.

Bosque de aspens em primeiro plano

É possível passar o dia em Eagle’s Nest. O lugar é agradável e com excelente infraestrutura. Um complexo abriga restaurantes, algumas lojinhas, ótimos banheiros e escola de esqui. O lugar é tão espetacular que mesmo quem não esquia sobe até lá para ter um belo almoço contemplando as montanhas – e o vaivém dos esquiadores.

Mas o principal atrativo é a grande área para principiantes chamada de Adventure Ridge. Dá para aprender a esquiar sem estar na base, olha quanta dignidade.

Muito espaço em Adventure Ridge – bom para curtir

Dali também partem diversas pistas que levam a outros meios de elevação e também a pistas mais distantes.

Pistas mais distantes, com destaque para a sugestiva Lost Boy, mais à direita

Uma dica: dependendo do ano, é possível encontrar pouca neve no começo da temporada, o que faz com que algumas pistas estejam fechadas, especialmente nos Back Bowls. Isto leva a um acúmulo de esquiadores no Front Side (o lado virado para Vail), e verdadeiros congestionamentos em alguns meios de elevação. Chegamos a pegar 20 minutos de fila em um dos lifts, por incrível que pareça.

Já na descida, uma boa visão da inclinação da montanha e suas pistas rápidas…

Esquiadores descendo a montanha em direção à Lionshead

…E também do vilarejo lá embaixo.

E a pista termina bem na cidade, quanta comodidade. Atenção para os horários: a maioria dos lifts abrem às 08:30 e começam a fechar às 15:45. Uma das exceções é justamente Eagle Bahn,  que fica aberto até à noite para quem quiser jantar na montanha, em Eagle’s Nest.

E sempre vale lembrar, esqui é divertido mas requer os seus cuidados… Desça a montanha de esquis, não de maca!

Lionshead, outro vilarejo charmoso

Ir a Eagle’s Nest também é uma ótima desculpa para passar um tempinho no vilarejo de Lionshead. Fica ao lado de Vail, e é possível ir até lá de shuttle, se estiver equipado, ou a pé, pela rua ou pela trilha que margeia Gore Creek (um belo passeio).

Ali a maioria das construções é nova e faz parte do projeto de ampliação e renovação de Vail.

        

Ok, é praticamente uma cidade cenográfica, mas nem por isso é menos charmosa!

O après-ski pode ser por ali mesmo, há várias opções bacanas de restaurantes, cafés e uma sorveteria (sim, é impressionante como gostam de sorvete por aqui).

Saindo do centro de Lionshead há uma parte residencial com casas invejáveis. Certo dia, passeando pelas ruas menos movimentadas de Vail, avistamos uma placa indicando um Open House.

Fomos seguindo as indicações e admirando as casas que encontramos pelo caminho.

        

Um passeio gostoso, e mais uma curva para cima…

… E encontramos a tal da casa, já em Lionshead (é tudo muito perto mesmo).

Demos uma espiada pela janela e vimos alguém acenando e nos convidando a entrar. Claro que aceitamos o convite.

Tiramos os sapatos e entramos. Craig, o simpático corretor, nos deixou à vontade para explorar a casa. Estranhou ver brasileiros em Vail – “normalmente vocês vão a Aspen”, disse ele.

         

Impressionante a qualidade da construção e o bom gosto no decór. Muita pedra e madeira,  lindos revestimentos, metais rústicos.

Muito espaço, três níveis com elevador, janelões com vista para jardins nevados…

Enfim, uma linda e confortável casa de montanha que poderia ser toda nossa pela bagatela de… 12 milhões de dólares! (Será que está no preço?)

Bom, sonhar não custa nada, e Vail é mesmo um sonho.

Maiores Informações:

Reserva de pacotes de esqui

EpicMix – aplicativo para smartphone para controle de estatísticas de esqui

Real State – caso você queira comprar uma casa em Vail!


Sobre Pati Venturini

Engenheira, blogger, chocolatière na Méli-Mélo Chocolat e co-autora do blog de gastronomia e viagens De Garfos e De Quartos.
Esse post foi publicado em Estados Unidos, Vail e marcado , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

6 respostas para Vail parte 2 – Inverno: Natal Branco e Muito Esqui

  1. Pingback: Vail parte 3 – Verão: Tudo Verde de Novo | De Garfos e de Quartos

  2. Myllena Candelaria disse:

    Estou indo com minha familia passar o Natal em Vail adorei as dicas, mas queria saber onde fica o ringue de patinação e a dica de um hotel na noite de Natal os hotéis fazem algo especial para o jantar? Obrigada

    • andremazeron disse:

      Olá Myllena, que bom que você gostou do post. Somente os hotéis maiores possuem restaurante próprio, então o usual é ir em algum dos diversos restaurantes da vila. Praticamente todos os restaurantes oferecem cardápio especial no Natal, e é necessário fazer reserva. Recomendo organizar isto o mais cedo possível, via o site Opentables.

      Quanto ao ringue de patinação, lembro de dois. Um em Vail Village, fica na Meadow Drive, uma parte cheia de lojas e restaurantes. O outro é em Lionshead, bem no centro. É impossível não passar por eles porque Vail e Lionshead são muito pequenas.

      Abraço,

      André.

  3. Leticia Faria disse:

    Oi estou indo para Vail dia 26 de Dezembro,estou adorando as dicas!
    Tenho uma duvida so podemos subir nos telefericos e descer esquiando ou consigo subir e descer no proprio teleferico,como fizemos em Bariloche.

    • andremazeron disse:

      Oi Leticia, é possível descer sim nos teleféricos e gôndolas. A montanha é enorme e este serviço é essencial para quem estiver cansado das pistas nas partes altas. E Eagle’s Nest recebe muita gente que não vai para esquiar mas quer curtir a vista e os restaurantes da montanha. Aproveite a viagem!

      Abraço,

      André.

  4. Pingback: Vail parte 3 – Verão: Tudo Verde de Novo | De Garfos e de Quartos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s