Jungfraujoch – no Topo da Europa

Alerta: este post pode ser muito branco e muito gelado. Talvez sejam necessários casaco e óculos escuros para a leitura.

A decepção seria enorme se passássemos pela Suíça sem poder ir ao famoso Jungfraujoch, a estação de trem mais alta da Europa. Naquele dia, parecia que estávamos junto de toda a população de turistas na Suíça, tal o movimento. Mas é compreensível, afinal, são 500 mil visitantes por ano, que não se intimidam nem um pouco com o alto preço da passagem.

Partimos de manhã bem cedo para aproveitar o dia. Certamente é passeio de dia inteiro. No trem, lotadíssimo, gente em pé, na maioria japoneses desesperados por registrar cada segundo do trajeto com suas máquinas fotográficas. Imagino a decepção deles com o tempo fechado.

A ida pela Jungfraubahn (a estrada de ferro que leva ao Jungfraujoch) é lenta e conta com diversas paradas e uma troca de trem na estação de Kleine Scheiddeg. Para a nossa surpresa, no final da primavera ainda há bastante neve por lá. O lugar está tranquilo. Somente uma simpática marmota dá o ar da graça e um pouco de movimento ao local.

A troca de trem não é à toa. A partir daqui, literalmente entraremos na montanha Eiger e subiremos cada vez mais; para isso é necessário um trem de cremalheira, com tração suficiente para vencer o inclinado trajeto (tanto o trem quanto a ferrovia ganham um terceiro trilho dentado). É uma bela obra de engenharia; são sete quilômetros de túnel dentro da montanha, com direito a duas paradas em pequenas estações intermediárias para ver a paisagem através de janelas escavadas na rocha. Também checamos a temperatura, que só cai.

E enfim chegamos ao nosso destino, o Topo da Europa. Estamos a 3.454 metros de altitude, numa formação rochosa entre as montanhas Mönch e Jungfrau (aqui vista de longe).

Agora temos 3 opções: subir de elevador até o topo para ter a vista mais panorâmica do lugar, descer para conhecer o Palácio de Gelo, ou sair da montanha para curtir a neve.

Iniciamos pelo topo, a chamada Sphinx. Pegamos um rápido elevador que sobe 117 metros acima da estação em 25 segundos (é o mais rápido da Suíça) e chegamos a um complexo que inclui um observatório científico, um prédio envidraçado com restaurantes e lojinhas (inclusive com correio para quem quiser mandar um postal direto do Topo da Europa) e um terraço mais do que panorâmico.

Sair no terraço proporciona uma sensação incrível, dada a grandiosidade do lugar. Parte dele está suspensa sobre o glaciar, o que dá um certo frio na barriga.

E o tempo está infinitamente melhor a esta altitude. Em um dia sem nuvens, é possível avistar França, Alemanha e Itália dali.

E aqui está a maior geleira dos Alpes, o Glaciar Aletsch. Uma imensidão de neves eternas, muito brancas, e céu azul. Um paraíso gelado. Toda essa área onde estamos é considerada Patrimônio Mundial pela Unesco.

Ao longe avistamos uma trilha na neve com pequenos “pontinhos pretos” que, aos poucos percebemos, são pessoas.

Essa é a trilha que queremos fazer. Além do mais, tem bem menos gente por lá. E lá vamos nós, a mais esse momento de integração com a natureza.

Descemos até a base e agora saímos de dentro da montanha. Estamos bem equipados, com botas impermeáveis, bastões de caminhada, protetor solar e os indispensáveis óculos de sol.

Antes de seguir pela trilha, uma pequena pausa. Quem não ia querer tirar essa foto?

E vejam só, trenós, cachorros, um iglu! Uma vista incomum para nós, brasileiros.

Iniciamos a trilha, que está demarcada, e é impossível sair dela.

Além de enterrar os pés até quase os joelhos fora dos seus limites, a simples vista das gretas e das massas brancas descolando da rocha dá arrepios. A natureza deve ser respeitada.

A trilha sobe cerca de uns 200 metros; mais altitude em plena altitude, o cansaço físico é bem maior. Dou alguns passos e paro, cansada, por diversas vezes. André resiste bem melhor que eu. Mas as paisagens de tirar o fôlego animam a seguir em frente; este é o melhor visual de neve da viagem.

A determinada altura, casacos out! Para quem acha que é impossível sentir calor na neve, aqui está o registro. Sem vento, com sol e fazendo exercício, fica muito quente. Mas é só parar um pouco para voltar a sentir frio.

45 minutos depois chegamos ao destino final dessa trilha, o Restaurante e Pousada Mönchsjoch Hütte. É uma conquista e uma história e tanto para contar: estamos no mais alto abrigo de montanha da Suíça, e aqui os mantimentos chegam somente de helicóptero!

Um registro do quão congelante pode ser estar a 3.650 metros de altitude!

Para entrar é preciso descalçar as botas. Colocamos chinelos e adentramos neste aconchegante e tranquilo ambiente. Ali somente um grupo de americanos passando um tempo.

Nos acomodamos numa mesa perto da janela. E que vista da janela!

Pedimos um simples sanduíche com cerveja e eis que recebemos… isso.

Uma travessa com uma fatia de pão, presunto, cebola e alho, cobertos por muuuito queijo e um ovo frito para completar. Batizamos o prato de “perdidos na montanha”, pois imaginamos a alegria que uma pessoa que ficou vagando dias pela neve teria ao ver uma comida dessas. Pensei que teria um enfarto ali mesmo, na mesa!

Devidamente descansados e alimentados, pegamos a trilha de volta.

Quem não se animou ou não conseguiu fazer a fazer a trilha está lá, perto da entrada da “caverna”, se divertindo com a tirolesa e o esquibunda. Sim, o lugar é um verdadeiro centro de entretenimento, onde adultos brincam como crianças. Mas mil vezes melhor passar pela experiência da trilha – fica a dica.

Encontramos este clássico boneco de neve, com direito até à nariz de cenoura.

E adentramos novamente na montanha para descer até o Eispalast, o Palácio de Gelo, um verdadeiro freezer construído 20 metros abaixo do glaciar.

Algumas esculturas de gelo são interessantes, mas impossível ficar por muito tempo admirando-as. Não dá para esquecer onde estamos, nem por um minuto.

E fim do nosso passeio. Foi incrível. Inesquecível. Definitivamente um must-go. Mas com uma pequena observação: o verdadeiro topo da Europa fica na França; é o Mont Blanc, com 4.810 metros. O Jungfrau, montanha que dá a fama ao lugar, possui 4.158 metros. Este topo da Europa é mais uma boa jogada de marketing dos suíços.

Enquanto esperamos o trem de volta, sofremos com a verdadeira multidão de japoneses por lá; alguns deles até comem macarrão instantâneo dentro do trem.

Chegamos em Grindelwald no fim da tarde. Mas só de passada, para comprar os tickets do próximo trecho. Próxima parada: Interlaken!

Maiores Informações:

Topo da Europa (tickets a CHF 130 a partir de Grindelwald ou CHF 140 a partir de Interlaken): http://www.jungfrau.ch/

Restaurante e Pousada Mönchsjoch Hütte (aberto de meados de março à meados de outubro): http://moenchsjoch.ch/

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Sobre Pati Venturini

Engenheira, blogger, chocolatière na Méli-Mélo Chocolat e co-autora do blog de gastronomia e viagens De Garfos e De Quartos.
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36 respostas para Jungfraujoch – no Topo da Europa

  1. Delmario Leal Jr. disse:

    Muito legal o artigo. Imaginei o visual, pessoalmente! Parabéns.

  2. Sueli OVB disse:

    Adorei seu relato e a forma de escrever.
    Vocês são muuuuuuuuuuito doidos!
    Sabe quando eu faria uma loucura dessas?
    Precisa de resposta?
    Beijão e parabéns pelo blog. Adorei!

    • Olha só quem por aqui! Que legal Sueli! Outra opinião de peso, quanta honra! Bem- vinda.

      Nós doidos?? Só um pouquinho… De vez em quando gostamos de colocar uma pitadinha de aventura nas viagens, rsrsrs!

      Bj,

      Pati

      • Sueli OVB disse:

        Prazer enorme ler suas aventuras, querida.
        Já passei da idade da adrenalina e detesto frio.
        Mas devo te confessar que me deu uma vontade louca de andar de balão, quando estávamos no Périgord.
        Era tudo tão lindo visto da terra, que quando vi os balões no céu fiquei imaginando a delícia de ver aquilo tudo de uma outra perspectiva.
        Faltou tempo… Juro que não foi coragem!
        Sou como aquele cão do desenho animado, “Coragem”, o cão covarde, mas embarcaria num balão. O máximo que poderia acontecer era eu ficar sentada o tempo todo.
        Beijos

  3. Sueli

    Olha que coisa bacana, você deixou uma pendência no Périgord! Pendências sempre nos fazem voltar para lugares legais, não? Agora é só voltar lá, andar de balão e postar as fotos mais lindas e coloridas pra comprovar a ousadia! (e já aproveita para degustar um foie gras com champagne, já que está na fonte). Olha, deve ser incrível mesmo passear de balão.

    E quanto ao frio, já que você não é muito fã, recomendo ler o nosso post de Montreux! Bem mais ameno, à beira do lago, mais francês… e ainda é Suíça, rsrsrs!

    Bj

  4. Sueli OVB disse:

    Uma pendência?????????? Não, Pati, foram VÁRIAS pendências!
    Muito pouco tempo para tanta coisa maravilhosa.
    Eu adoro a natureza e ela é pródiga naquela região.
    Quanto ao foie gras, comi todos aos que tive direito, de todas as formas. Sou completamente incorreta nesse quesito.
    Estou terminando de editar o álbum de Bordeaux, outro lugar onde deixei várias pendências.
    Mas tem tantos lugares que ainda preciso conhecer! Haja vida!

  5. rose disse:

    Ola tudo bem?
    Poderia me esclarecer umas duvidas da viagem?
    Estarei indo para Topo da europa em maio deste ano, vc tb foi em maio né? muito frio ???
    quanto exatamente custou os bilhetes para chegar lá em cima? é tranquilo comprar na hora? não estou conseguindo pelo site.
    onde vc se hospedou?

    Desde ja agrdeco se puder me ajudar.

    beijos

    Rose

  6. Oi Rose,
    Nós fomos em maio sim e estava bem frio, especialmente lá em cima, onde as neves são eternas. Tem que levar roupa de inverno sem dúvida.
    O bilhete compramos na hora, pois não tínhamos certeza de como estaria o tempo. Foi o Good Morning Ticket, o primeiro trem que sai pela manhã. Dei uma olhada no site e os valores não mudaram (veja ali em Maiores Informações, logo após o post).
    Quando fizemos este passeio estávamos hospedados em Grindelwald (veja post anterior), numa estalagem simples. Outra possibilidade seria Interlaken, para onde fomos depois (próximo post). No Jungfraujoch há uma hospedagem para esquiadores, citada aqui nesse post, mas não seria uma boa opção para o turista médio… aí já entra outra proposta, bem de aventura mesmo!
    Espero ter ajudado, qualquer coisa estamos aí. Boa viagem e apaixone-se pela Suíça!
    Abraço,
    Patrícia

    • rose disse:

      Obrigada por sua resposta.
      Estaremos de carro vindo da italia, onde vc acha melhor nos hospedarmos em Grindelwald ou Interlaken?

      OBRIGADA

      • Rose,
        Depende do perfil de vocês e do que pretendem fazer. As duas cidades são lindas e muito simpáticas, mas Grindelwald é um vilarejo e Interlaken é uma cidade um pouco maior, com todos os benefícios que isso traz. Nós ficamos dois dias em Grindelwald para fazer passeios nas montanhas e depois fomos para Interlaken, que usamos de base para passeios curtos nos arredores. Veja nossos posts sobre as duas cidades, tem várias fotos. A sua viagem será ótima!
        Abraço,
        Patrícia

      • Patrícia, essa também é minha dúvida. Estarei indo de carro de Estrasburgo (FRA) para essa região, Chegaremos la dia 18 de maio e ainda não defini onde ficaremos, mas acho que ficaremos até dia 22 de maio. Ando muito de MTB e vou levar a minha do Brasil, que levo em viagens para fazer trilhas urbanas e em morros. Pretendo fazer uma trilha “clássica” lá (https://www.strava.com/routes/1456878 – encontrei tudo aqui http://www.mountainbikeland.ch/en/mountainbikeland.html), caso fique em Interlaken, sai de la e vai até Kleine Scheidegg por Grendelwald e desce por Lauterbrunnen e retorna a Interlaken, além de mais uma entre várias que estou vendo neste site de MTB. Vocês acham que nesta época, seria mais interessante ficar em Interlaken, pensando que o foco seria curtir o visual de fazer algumas trilhas e talvez umas caminhadas, ou em Grendelwald? Você acha que para essa trilha, em particular, posso ter problemas com o clima, tipo, costuma fazer muito frio até Kleine Scheidegg (ponto mais alto da trilha) que só daria pra fazer com muita roupa de frio? Geralmente levo luvas fechadas, corta-vento, sapatilhas de pedal com meias de lã. Obrigado pelo post de qualquer maneira, foi muito útil.

      • Oi Ivan,
        Que bom que gostou do post, obrigada.
        Uma viagem é feita de decisões que só você pode tomar. Não podemos te orientar dessa forma, sem conhecer teu perfil de viajante, tolerância ao frio, resistência física, etc. Mas todas as informações estão aí nos nossos posts: Grindelwald é um vilarejo e Interlaken uma cidade maior; tudo é lindíssimo; opções de trilhas não faltam nos dois lugares; faz frio em maio, por consequência quanto maior a altitude maior o frio.
        Abraço e boa sorte no roteiro,
        Pati

  7. Priscilla disse:

    Sofreu com multidao de japoneses? Racista!!!

    • Olá Priscilla, obrigado pela visita.

      Pena que você interpretou errado nosso post. Nosso problema foi com enfrentar uma multidão. É o ônus de frequentar atrações turísticas, independente de nacionalidade. Eu particularmente sou fã da cultura japonesa.

      André.

      • Jessica disse:

        Pena que vocês poderiam ter se expressado melhor, né? Pelo jeito que foi escrito, dá margem para entender o que a Priscilla entendeu especialmente pelo comentário sobre eles comerem no trem – algo super normal e compreensivel. Único ponto que não curti muito do artigo.

        Estarei indo para a Suíça em julho e queria saber sua opinião: compensa mais ficar hospedada em Interlaken ou em Launterbrunnen? Dá para comprar as passagens de Launterbrunnen?

        Obrigada pela atenção

      • Jessica

        Como já foi dito, a multidão poderia ter sido de qualquer outro grupo (escoteiros, brasileiros, indianos, repórteres, estudantes, congressistas, observadores de pássaros, loiras, ruivas, e por aí vai), e o nosso parecer foi bem específico sobre o x da questão: multidão. Quando viajamos temos o nosso olhar sobre as coisas, e é para isso que os blogs servem: compartilhar impressões. Por aqui, temos total certeza de que ninguém está sendo ofendido, por isso não alteramos e nem vamos alterar o texto. Enfrentamos grandes multidões naquele dia e estávamos num vagão praticamente só com japoneses. E quando um vagão de trem está cheio, incomoda sim cheiro de comida. Isso foi falado inclusive na Globo News esses dias – sobre pessoas que levam comida para o avião – sem nenhum problema de parecer politicamente incorreto. A outra leitora nos chamou de racistas, meio pesado para concordar com ela, não acha?

        Agora respondendo à tua pergunta. Não podemos opinar onde compensa mais ficar hospedada pois não conhecemos teu perfil de viajante. Prefere cidades maiores, com mais opções? Interlaken. Prefere cidades mais tranquilas? Lauterbrunnen. Na dúvida leia nossos posts sobre as duas, fica bem claro as diferenças entre elas.

        Abraço,

        Pati

      • A multidão que vi foi de indianos. Tem até um restaurante no topo que se chama Bollywood. Japoneses vemos em grupos grande no mundo inteiro. Felizes eles que podem viajar e aproveitar o mundo. Tenho amigos que moram no Japão ha muito tempo e eles guardam mesmo grana pra poder viajar. Agora, sempre, em todas as viagens que ja fiz, são sempre muito educados, organizados e respeitam onde estão. Fato que, infelizmente para minha surpresa, não observei no povo indiano. Foram ao contrário de tudo isso. E Interlaken uma dica: No verão, o índice pluviométrico no Cantão de Berna é de 15 dias de chuva ao mês. Portanto, se gosta de esportes e aventuras ao ar livre (até levei minha MTB), monte uma viagem que permita mudanças de última hora ou tenha outras alternativas, além de ficar antenado na previsão do tempo. Fui agora em maio e dos 5 dias que ia ficar, fiquei 2 e meio. Nevou nos picos e o tempo em Interlaken ficou muito frio e com chuva. Não tem nada pra fazer la com esse tempo. Peguei o carro e fui para Itália e ainda peguei uma etapa do Giro d’Italia ao vivo. O tempo ficou, na Suíça que fui embora, frio e chuvoso direto por quase 10 dias (fim de primavera e inicio de verão).

      • Oi Ivan
        O tempo na Suíça é mesmo beeem temperamental. A gente teve raros momentos de sol por lá, mas fazer o quê, rsrs! Viagem tem dessas coisas, ainda mais nas montanhas. Que bom que você teve essa flexibilidade, ainda mais podendo conferir um pouquinho do Giro d’Itália!
        Abraço,
        Pati

  8. Milena disse:

    Olá,
    Adorei o post muito explicativo.
    Vou para Berna em Agosto e um dos passeios que farei será o Jungfraujoch. Sairei de Berna cedinho leva cerca de uma hora até Interlaken e de lá seguirei para o topo. Gostaria de saber se quando chego la em cima a trilha o palácio de gelo e o elevador são pagos ou estão inclusos no ticket do trem. Se forem pagos vc lembra os valores?
    Obrigada

    • Oi Milena, obrigado pela visita! Que bom que você gostou do post!

      Sobre o passeio, tudo já está incluso no ticket do Jungfraujoch. Não lembramos do valor infelizmente, mas você deve conseguir esta informação no site deles.

      Recomendo muito ir a Lauterbrunnen, que é perto dali. No mais, aproveite a viagem!

      Abraço,

      André.

  9. luiz disse:

    muito bom seu post.. uma dúvida: vcs sentiram as consequencias da atitude? tipo queda de pressão ou algo assim fora o cansaço?

    abraços

    • andremazeron disse:

      Oi Luiz, obrigado pelo elogio. Sobre a altitude, o que experimentamos foi cansaço, um pouco de dor de cabeça, e em uma ocasião onde houve mais esforço em altitude, um mal-estar bem forte, com sintomas bem parecidos com pressão baixa. Cada um experimenta de um jeito diferente, mas é difícil não perceber algo.

      Abraço,

      André.

      • luiz disse:

        Agradeço a atenção André. Só mais uma dúvida de quem está planejando desde já uma viagem somente para fim de maio: Vindo de Amsterdam, planejo ficar 6 dias na Suiça, sendo 2 dias em Genebra, 2 em Interlaken (sendo que um dia inteiro seria somente para Jungfraujoch, conforme sugestão sua) e dois em Zurique. Um dia para passear em Interlaken e um dia para Jungfraujoch seria o suficiente para conhecer os pontos mais importantes destes lugares?

      • andremazeron disse:

        Oi Luiz, não tem viagem onde não se abra mão de algo. Quando fomos para Interlaken, usamos como base para os passeios na região, inclusive o Jungfraujoch. (este último sim é um passeio de 1 dia), A partir de Interlaken, tem muita coisa bacana na volta, inclusive Lauterbrunnen que foi das nossas melhores experiências lá. E daí 1 dia só não dá para ver tudo. Mas como eu disse, tudo são escolhas. No nosso caso, priorizamos as montanhas e nem fomos a Genebra. E em Zurich, só ficamos 1 dia. São sempre bons motivos para voltar à Suíça.

        Abraço,

        André.

      • andremazeron disse:

        Retificando: Foi Bern que visitamos e não Zurich! 🙂

  10. Isabel Oliveira disse:

    Bom dia Patrícia e André…
    O blog era tudo o que eu procurava!!!…parabéns pelos post!!!…
    Mas na verdade estou escrevendo porque estou com uma dúvida muuito cruel, em Abril/2014 irei para Zurique, mas como vocês mesmo dizem nunca passou pela minha cabeça ir a Suíça e não ir ao Jungfrau (decepção enorme), na verdade tenho somente 3 e 1/2 dia na Suiça, ja fiz minha reserva em Zurique , mas estou em dúvida em qual cidade me hospedar para aproveitar melhor o dia em Jungfrau em Berna, Interlaken ou Grindelwald somente por uma noite e retonar a Zurique, por favor se vocês puderem me ajudar!!
    Muito obrigada desde já.
    Isabel

    • andremazeron disse:

      Oi Isabel, obrigado!!!

      Grindelwald fica mais perto do Jungfrau do que Interlaken e bem mais perto do que Berna, o trajeto de trem fica mais curto. Mas claro que tem o trecho adicional para chegar e sair de Grindelwald, que passa por Interlaken e Berna. Então, olhando só a duração, dá elas por elas. Mas ainda assim eu fico com Grindelwald, a vila é espetacular, é aquela Suíça de cartão postal. Nós estivemos em Berna e Interlaken também, e são lugares lindos, mas Grindelwald com seus chalés de madeira é espetacular. Dá uma olhada no site da SBB para ver os horários e duração.

      Abraço,

      André.

      • Isabel Oliveira disse:

        Obrigada André,
        Dei olha olhada no Booking.com e vi hospedagem em Berna, Interlaken e Grindelwald…mas vou seguir seu conselho!!…
        Att.,
        Isabel

  11. fabio disse:

    Ola André, pretendo ficar 8 dias com minha esposa na Suíça e visitar Jungfrau também. Você acha que compensaria comprar aquele SuissPass? Porque pesquisei e vi que ele dará 100% nas passagens e apenas descontos em atrações (não será 100%). É isso mesmo? voce comprou esse suisspass?

    • andremazeron disse:

      Oi Fábio, eu lembro que quando fizemos as contas, chegamos à conclusão que valia mais a pena comprar as passagens avulsas. O SuissPass começava a se pagar somente se fossemos ficar mais de uns 20 dias rodando por lá. O bom é fazer as simulações no site e ver como fica no teu caso, pois tem muito a ver com quantos trechos você espera pegar.

      Abraço,

      André

  12. Felipe disse:

    Olá pessoal,

    Há necessidade de comprar ingresso antecipadamente? Vou ficar dois dias inteiros em Interlaken e pretendia comprar lá. O que acham? Abraços,

    • andremazeron disse:

      Oi Felipe, pelo que vimos, não precisa não. Mas tem que sair cedo para poder aproveitar. Atenção aos horários de abertura e fechamento.

      Abraço,

      André.

  13. Pedro Henrique Machado Barbosa disse:

    Olá Andre!
    Eu e minha esposa vamos agora em agosto (03/08/2014) para Interlaken, e vamos subir a montanha, porém tenho uma dúvida;
    O que me da acesso a conhecer Jungfraujoch? basta eu comprar os trens de ida e volta partindo de Interlaken, ou tenho que comprar algum tipo de ingresso tb?
    Abraço!

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