Montreux – um lago, um castelo e o charme franco-suíço

Hoje começamos uma série de posts sobre a Suíça. Provavelmente este seja o país mais bonito do mundo. Em termos de beleza natural, difícil bater os cenários de montanhas altíssimas, picos nevados, lagos, campos verdejantes. Por mais que estejamos habituados a vê-la em cartões postais e calendários, nada nos prepara para o impacto que esta paisagem causa.

A nossa Suíça não tem Genebra nem Zurique. Desde o início a proposta foi ir direto ao lugar que habita o nosso imaginário e o de muita gente: os Alpes Suíços. Como iríamos para lá a partir da França – Chamonix-Mont-Blanc, e acabaríamos passando pelo Lago Léman (também conhecido por Lago Genebra), então escolhemos a cidade de Montreux para uma parada de duas noites antes de seguir viagem para os Alpes.

Boa escolha. Além de ser a capital mundial do jazz e parte mais francesa da Suíça, hospedar-se nessa tranquila e elegante cidade da Riviera Suíça pode ter mais ares de férias do que se pode imaginar. E com muita, muita classe.

Chegando à gare de Montreux, vamos ao escritório da SBB (a companhia de transportes suíça) para comprar o nosso Swiss-Pass. Na Suíça se anda de trem e ponto, não existe opção melhor; são limpos, pontuais, deixam tempo livre para apreciar a paisagem. Somos muitíssimo bem atendidos por um funcionário de lá, explicamos nosso plano de viagem e ele nos ajuda a escolher a melhor opção de passe. O táxi que nos leva ao hotel é um Mercedes dirigido por um simpático motorista português. Até acho barato os 15 francos suíços cobrados pela corrida.

Escolhemos o Golf-Hôtel René-Capt para nossa estada. Um quatro estrelas à beira do lago que é considerado um dos hotéis mais bonitos de Montreux, no estilo Belle Époque que predomina na cidade.

Reservamos um quarto com vista para a montanha, mas ganhamos um upgrade para quarto com vista para o lago. A TV do quarto está ligada e exibe uma mensagem de boas vindas com o meu nome. Simpático! Também ganhamos um Riviera Card que dá direito a transporte gratuito em ônibus e desconto nas atrações turísticas.

Também fico agradavelmente surpresa quando avisto o Château de Chillon, o monumento mais visitado da Suíça, da nossa varanda. Bem pequenininho, mas é ele sem dúvida. Só melhora!

Quarto um pouco antigo, mas extremamente confortável.

As áreas comuns são muito elegantes, e o salão de café da manhã é um espetáculo. Mas a melhor coisa desse hotel é poder sair pelos fundos diretamente no Quai des Fleurs, um caminho florido para pedestres que circunda o lago.

As vistas dali são de tirar o fôlego. Este lago quase cristalino é o segundo maior da Europa Ocidental. Ele influencia bastante o microclima de Montreux, tornando-a uma das cidades de clima mais agradável da Suíça, com invernos mais amenos e verões mais frescos e também criando um ambiente favorável ao cultivo de vinhas nas suas margens.

Outra forma de conhecê-lo é embarcar numa das muitas opções disponíveis de cruzeiro.

Determinados lugares proporcionam vistas bucólicas.

Algumas cenas cotidianas merecem atenção. Enquanto saboreamos os deliciosos sorvetes suíços da Movenpick, nos divertimos com a competição aquática entre dois cães por um pedaço de galho. O dono lança o galho na água e eles vão atrás. O cachorro claro sempre pega o galho primeiro, mas o cachorro castanho sempre o rouba dele e entrega para o dono. E a função se repete, diversas vezes, sempre com o mesmo final. Hilário!

Pegamos um ônibus e vamos até o centro da cidade. O motorista nos surpreende, com seu cabelo moicano azul e braços completamente tatuados.

Encontramos uma pracinha incrivelmente bem cuidada.

E aqui está, a homenagem ao mais ilustre habitante do lugar, Freddie Mercury, que viveu seus últimos anos de vida por ali. Flores frescas mantém a memória do ídolo viva na Place du Marché.

Assim como ele, diversas celebridades elegeram e ainda elegem o entorno deste lago para morar. Desde Coco Chanel e Charles Chaplin até Michael Schumacher.

Pausa para um jantar cedinho. Afinal chegamos de viagem e tudo que comemos até então foram alguns snacks de máquina. À beira do lago, totalmente envidraçado e com este nome, Beef Bar, esse restaurante parece uma boa opção. Pedimos um bom bife alto flambado com batatas assadas com creme e vagens sautée, com chopp para acompanhar. O prato é preparado na mesa.

Perfeito, exceto pelo preço, 130 francos suíços! Daqui para a frente, me abstenho de comer na Suíça.

O dia seguinte é dedicado a conhecer o Château de Chillon. Decidimos ir a pé pelo Quai des Fleurs para descobrir as belezas desta promenade romantique. O castelo encontra-se no caminho para Villeneuve, a 4 km de Montreux.

Observamos as casas elegantes ao longo do caminho, com seus carros de luxo estacionados. Quase toda casa possui o seu próprio píer, afinal quem moraria na beira do lago sem um barco para chamar de seu?

Chegamos pela prainha do castelo, que estaria vazia não fosse pela presença dos cisnes e de um casal de namorados que aprecia a vista, sentado nas pedras. Um detalhe interessante, esta praia é pública, mas pode ser alugada a partir das 21:30 por 200 francos suíços. Um luxo, não?

Nos dirigimos até a entrada principal do castelo. Uma ponte conduz à edificação localizada estrategicamente sobre um rochedo sobre a água.

Observamos a lateral da construção a partir da ponte. Castelo que se preze tem que ter fosso.

Não se sabe ao certo a sua data de construção, mas ao que parece os primeiros registros são do ano 1150, na Idade do Bronze. A parte interna é toda construída em pedra aparente. Alguns toques de charme junto à fonte quebram a rigidez do lugar.

Mas há uma certa beleza nessa uniformidade de cor.

E passamos à parte de dentro do castelo. Poderia ser uma locação de filme.

Um quarto do período bernense (1536 a 1798), com todos os confortos dignos da época.

Magníficas peças de madeira, como este baú entalhado e estas cadeiras com design da época.

Portas e vitrais trabalhados.

Salas de banho com tinas.

Latrinas sem um pingo de privacidade e com tripla função (funcionavam também como condutor de lixo e via de fuga em caso de invasão).

Salas de banquete, com suas imensas lareiras e tapeçarias que nos dão uma idéia daqueles momentos festivos.

Algumas destas salas também podem ser alugadas para eventos particulares à luz de candelabros.

E claro, não poderia faltar uma sala de armaduras.

Mas a parte mais impressionante do castelo é esta sala no subsolo, em estilo gótico, aonde o rochedo aflora. Foi ali que ficou preso François Bonivard, o patriota suíço que confrontou o Duque de Savoy que tentava controlar Genebra. Reza a lenda que por seis anos ele ficou acorrentado sem sequer poder chegar perto das janelas. Sua história inspirou o famoso poema “O Prisioneiro de Chillon”, de Lord Byron. Byron inclusive gravou seu nome numa das colunas do lugar.

Na saída, mais uma pausa para apreciar as torres deste espetacular e bem preservado castelo. Afinal de contas, ele parece pequeno, mas tem muita coisa para ver. Uma visita memorável.

Mais tarde, temos um bom jantar no restaurante La Locanda, um italiano localizado num ruela bem escondida nos arredores do hotel. Somos bem atendidos por um português (há muitos vivendo em Montreux) e comemos deliciosas pizzas de queijo de cabra com vinho chardonnay da região. Como a vida noturna é fraca na cidade, exceto pelos cassinos, às 23:00 a conta é discretamente colocada sobre a mesa.

Antes de seguirmos viagem, saímos para explorar melhor os arredores do hotel, o bairro de Territet, em direção à montanha. Descobrimos numa praça essa bela estátua em homenagem à Imperatriz Elisabeth da Áustria, também conhecida por Sissi, que inspirou uma série de filmes interpretados por Romie Schneider. Ela costumava passar férias na região.

Nas encostas da montanha, descobrimos mais alguns belos exemplares da arquitetura local.

E por fim encontramos um funiculaire que leva até uma pequena vila montanha acima, Glion.

Funiculaires são bastante comuns na Suíça. O incomum é não encontrar ninguém que pudesse nos vender o ingresso da subida! Com frio na barriga, embarcamos. A multa por não ter bilhete é salgada, 80 francos suíços, mas optamos por correr o risco.

Ninguém lá em cima também. Só encontramos gente nesse funiculaire na viagem de volta. Então tratamos de admirar a vista, com o Château de Chillon ao fundo.

O lugar está bastante calmo, só nós por lá. Mais tarde descubro que ali existe uma escola superior de hotelaria e turismo, e também que Santos Dumont já passou uma temporada por lá fazendo um tratamento para depressão. Ele chegou a comprar um terreno para construir uma casa, mas infelizmente faleceu antes e o local foi doado à comunidade para a criação de uma praça em sua homenagem.

E ali avistamos os primeiros chalés de madeira da viagem.

Encontramos um pequeno e simpático restaurante de cozinha francesa, o Le Jaman, e fazemos uma pausa para um tranquilo almoço ao ar livre no terraço, com vista para os campos e as montanhas. Somos os únicos clientes. Pedimos salada de queijo de cabra quente com folhas verdes, já nos despedindo desse pedaço francês em terras estrangeiras. Estamos de malas prontas para os Alpes.

Maiores Informações:

http://www.montreux.ch/homepage.html

http://www.chillon.ch/

http://www.golf-hotel-montreux.ch/

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Sobre Pati Venturini

Engenheira, blogger, chocolatière na Méli-Mélo Chocolat e co-autora do blog de gastronomia e viagens De Garfos e De Quartos.
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27 respostas para Montreux – um lago, um castelo e o charme franco-suíço

  1. João disse:

    Olá, adorei as impressões que registraram sobre Montreux, me interessei mais ainda por visitar o local. Saberiam me dizer se lá tudo funciona direitinho em dezembro, no inverno? Obrigado e Abraços.

    • Oi João, que bom que você gostou do post!

      Bom, respondendo à sua pergunta. Acredito que tudo sempre funciona muito bem na Suíça, especialmente nas altas temporadas (inverno e verão). Se você se refere ao clima, dezembro é o mês mais frio no país, mas nesta região de Montreux o clima certamente será mais ameno do que nas montanhas. Então é isso, tudo depende do quanto você gosta de frio. Se puder lidar bem com ele, basta providenciar roupas e botas impermeáveis e fará uma ótima viagem. Dizem que o mercado de Natal em Montreux é um dos mais bonitos da Europa, e não duvido. Agora se você pretende aproveitar o lago, passeios a pé, dias de sol, cruzeiros, certamente seria melhor ir no verão. Nós estivemos lá quase no final da primavera e ainda assim estava friozinho.

      Se você fizer essa viagem, nos conte as suas impressões de lá, ok?

      Abraço,

      Patrícia

      • João disse:

        Olá Patrícia, primeiro, seu site é é muito rico de dicas. Segundo, muito obrigado pela gentileza de responder, sobretudo de modo tão rápido e atencioso!
        Olha, no meu caso o frio, em vez de atrapalhar, instiga mais a viajar, talvez por viver em um país quente, e achar muito charmoso e sedutor ir para um local frio e nevado – risos.
        Gostei da informação sobre o mercado de Natal, deve ser muito bonito mesmo. Caso consiga pegá-lo, depois te conto, com certeza.
        E alongando um pouco o papo, vi que você comentou ser fraca a vida noturna em Montreux. E durante o dia, deu para notar se é esta “paz” também, ou há um pouco de vida, para uma estadia de 01 semana?
        Abraço e tudo de bom!
        João

        PS: parece impagável a cena dos cachorrinhos no lago 🙂

      • Oi João

        Mais uma vez obrigada! Bom que leitores como você estejam acessando o blog, fico muito feliz!

        Olha, achei Montreux uma cidade bem tranquila mesmo, para nós foi uma pausa relaxante em meio a uma viagem de exploração. Adorei não ter grandes compromissos e estar à beira do lago, teve realmente cara de férias. Não sei se foi a época em que fomos, mas ali não encontramos ordas de turistas, exceto no Château de Chillon. Particularmente acho uma semana tempo demais por lá, mas obviamente isso depende do tamanho do seu roteiro e dos seus objetivos de viagem. Eu dedicaria mais atenção aos Alpes, ainda mais se o frio é bem-vindo.

        Quanto aos cachorrinhos, eles foram impagáveis sim! Muito divertido, rsrsrs!

        Abraço,

        Patrícia

  2. Pingback: Montreux e o Castelo de Chillon | Viaje no Detalhe

  3. Oi Patrícia! Tudo bem?
    Coloquei o link desse post no meu post de Montreux , ok?
    Adorei as informações. Assim quem chegar ao Viaje no Detalhe poderá ter mais informação a essa bela cidade.
    Qualquer problema é só falar!
    Beijo
    Bia

  4. Suely disse:

    Oi Patrícia
    Só agora descobri seu blog, muito bom, fotos lindíssimas.
    Escolhi esse post sobre Montreux para comentar porque adorei a Suíça, fui até lá exclusivamente para visitar o castelo de Chillon, fiquei encantada, pena que o dia que estive lá choveu o tempo todo, mas a chuva não tirou o encanto do château.Lembro que quando comentei no conexão que ia pra Suíça você me deu algumas dicas.Não vi neve por que fui no verão, fiquei admirada com os jardins todos floridos, lindos demais, e pensar que daí a 3 meses estariam todos cobertos pela neve, fiquei baseada em Genebra e andava tudo de trem, adorei!
    Beijos

    • Oi Suely!
      Obrigada pelo simpático comentário! Que bom que você gostou do blog, e mais legal ainda foi ler o seu depoimento sobre a Suíça. Espero que as minhas dicas tenham sido úteis na sua viagem! O Château de Chillon foi um dos mais lindos que já vimos. Está nos nossos planos voltar à Suíça no verão para conferir a paisagem florida e fazer muitas caminhadas pelas montanhas, já que a primavera por lá mais lembra um inverno quase se despedindo, rsrsrs! É um país lindíssimo, de dar saudades mesmo.
      Gostei da sua visita, apareça sempre!
      Bj
      Patrícia

  5. Meus caros Patrícia e André, me diz

    Realmente a cidade é lindíssima, repleta de coisas para ver e fazer…mas, o povo suíço francês é nada menos que um CAVALO! Quando não se conhece então…aiaiai!!!
    Vai me dizer que não?

  6. Denise Vianna Amador disse:

    Patrícia e André,
    Gostei muito de seus comentários e fotos. Eu estava com saudades desse lugar maravilhoso. Estive no Festival de Jazz de Montreux 2010. Conheci todos os lugares e amei o Castelo. É imperdível pelo blog. Vocês narram os passeios com a suavidade que percebemos lá.
    Me deu mais vontade de volta!!!

    • Oi Denise
      Bem-vinda! Que comentário simpático, obrigada!
      Eu sou fã de jazz, mas não estive lá em época de festival, uma pena! Deve ser sensacional… Ao menos pudemos conhecer esse castelo incrível e desfrutar dessa atmosfera tranquila da cidade. Acho que quem vai a Montreux se apaixona, não é mesmo? 😉
      Abraço,
      Pati

  7. Denise Vianna Amador disse:

    Correções, se possível: …É imperdível!!!!! Parabéns pelo blog!!!!! ….Me deu mais vontade de voltar lá!

  8. Salim Schead dos Santos disse:

    Estamos em Genebra. Chegamos ontem e hoje fomos a Montreux. Só agora vi o site de vocês Gostamos muito. Parabéns . Amanha faremos um passeio pelo lago. E na Terça estaremos indo a
    Nice. Alguma sugestão para Genebra ou Nice. Salim e sonia

    • Olá Salim e Sonia!
      Ficamos muito felizes que gostaram do blog! E vocês estão na Suíça nesse momento, que delícia! Infelizmente vamos ficar devendo as dicas de Genebra e de Nice… Aproveitem muito, tenham uma excelente viagem!
      Abraço,
      Pati

  9. Vi seu post hoje e fiquei deslumbrada. Muito lindo tudo. Uma pergunta, irei para Suiça em outubro, sabe dizer como é o tempo por lá nesta época, é muitoooo frio?
    Sou de Sã Paulo…
    Obrigada e novamente parabéns pelo post.!
    Simone.

    • Oi Simone
      Que bom que gostou do post! Muito obrigada! Olha, em outubro é frio sim, nessa época a média é de 13 graus, sendo que nas partes mais altas com certeza será bem mais frio que isso… Prepare o casaco e boa viagem!
      Abraço,
      Pati

  10. Siomara Zanca disse:

    Adorei o seu blog e seus comentários são muito inspiradores. Preciso de uma informação,por favor:como funciona o Swiss Pass?E como é o tempo na Suíça em maio? Um abraço.

    • Oi Siomara
      Obrigada por curtir o blog!
      Em maio, mesmo sendo primavera, faz frio, como mencionamos nos posts. Sugiro consultar sites de climatologia para informações mais detalhadas.
      O Swiss Pass é um passe que você compra para utilizar os trens à vontade. Vale a pena pra quem vai viajar muito, sugiro fazer as simulações dos trechos pretendidos no próprio site do Swiss Pass pra ver se vale a pena no teu caso.
      Abraço,
      Pati

  11. ariel disse:

    Oiiii Pati!!!!!
    parabéns pelo blog,estou pesquisando alguns hoteis em montreux e estão carisssimos!
    Tem alguma dica de Alimentação mais barata por lá,pq está tudo muito caro!

    • Oi Ariel!
      Não tem jeito, a Suíça é muito cara! Quando estivemos lá o hotel de Montreux foi o mais caro da viagem, a cidade é reduto de milionários. Para economizar na alimentação tome um café substancial no hotel e almoce no bufê dos restaurantes dos supermercados Migros e Coop, os principais da Suíça. Lá também tem comidinhas bem interessantes para levar para o hotel ou para um piquenique durante os passeios. Mas por favor, reserve uma verba para uma noitada com fondue ou raclette!
      Abraço e boa sorte,
      Pati

  12. Juliana disse:

    Boa Tarde , vc tem alguma indicação de um lugar especial para comer um fondue?

  13. Leila disse:

    Oi, Pati! Irei para Montreux no próximo dia 18 e gostaria de ver a estátua da Imperatriz Sissi, mencionado por você. Pode me dizer exatamente em que praça está localizada?

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