Gramado – top de linha na Serra Gaúcha

Gramado é, sem dúvida, top de linha na Serra Gaúcha. Por isso mesmo conta com um movimento inacreditável nos últimos tempos; com seu turismo eficiente tem atraído turistas de todo o país, durante o ano todo.

Lago Negro

Por conta disso, preferimos os finais de semana fora de temporada ou até mesmo o verão para matarmos as saudades de lá. Festival de Cinema, nem pensar. Natal Luz, só se não for em dezembro. Dia dos Namorados, melhor em casa.

Como frequentadores da cidade, acompanhamos o boom imobiliário dos últimos anos, a imensa dificuldade em estacionar o carro e a elevação dos preços a níveis estratosféricos. Uma meia-garrafa de espumante num restaurante pode custar quase R$60. Uma jaqueta de couro R$1.800. Vinhos da serra gaúcha podem custar o mesmo ou mais que vinhos chilenos de qualidade superior em casas especializadas. Objetos de decoração podem custar o dobro do preço de outros lugares.

Mas a cidade é uma gracinha. Está sempre bem cuidada, limpa e florida. Tem um certo ar europeu, apesar da ausência de montanhas nevadas ao fundo. Dá para passear a pé tranquilamente à noite. Gente bonita circulando. Tem locais perfeitos para uma caminhada, o Lago Negro ou ainda o bairro Bavária, com suas casas de sonho. Sem falar naquela abundância de chocolate.

É por isso que voltamos sempre que podemos.

Uma pousada afastada do Centro – ares de campo

Quando vamos à serra, a nossa preferência é por hotéis e pousadas que tenham cabanas com lareira. Mas, por incrível que pareça, não é tão fácil encontrar esse tipo de hospedagem em Gramado. Então descobrimos esse lugar simples e tranquilo, a Pousada Chalé da Montanha. Fica um pouquinho longe do Centro, no Bairro Mato Queimado, portanto carro é indispensável.

Nós acabamos voltando lá sempre pelos mesmos três motivos.

O estilo das cabanas, construídas em toras de madeira e pedra, em perfeita harmonia com a maravilhosa mata que as circunda.

O deck de madeira de alguns dos chalés, convidativo para dias ao ar livre.

E a lareira, que traz aconchego aos dias mais frios.

A cama fica no mezanino, uma espécie de sótão com janelas e skylights. Um cantinho aconchegante para dormir o profundo sono da serra e acordar ouvindo os pássaros lá fora.

O café da manhã é servido nessa casa, que fica em frente a um lago. Vários bolos e tortas feitos por lá mesmo, uma delícia.

Mas o lugar tem os seus problemas. Mobília desconfortável em ratan, banheiro minúsculo e TV aberta. Dessa forma, complicado para estadias mais esticadas, razoável para um final de semana. Felizmente a casa está agora com novos proprietários que parecem empenhados em realizar as mudanças que o local merece.

A pousada não tem restaurante, uma pena. Mas não longe dali está o Restaurante Marco’s, uma excelente opção para comer frutos do mar, já consagrado em Porto Alegre. Fica logo na entrada do Condomínio O Bosque, num salão envidraçado com vista para as árvores. O prato mais famoso da casa é o camarão crocante com risoto de rúcula e damascos; o camarão é envolto em fios de batata e depois frito. A fama é justa, o prato é imperdível.

Um hotel no Centro –  e que hotel

Quando queremos um pouco mais de mordomia, damos uma passada pelo Hotel Casa da Montanha. Uma proposta bem diferente. Sua decoração em estilo inglês e com temática de caça é elegante e impecável.

Fica convenientemente localizado no Centro. Todos os quartos são aconchegantes, até mesmo os de categoria mais simples.

Já estivemos em outros quartos desse hotel, decorados com bastante madeira e tecidos estampados com flores, listras, xadrezes. É o hotel mais bem decorado que conhecemos. Não tem  o rigor e a impessoalidade dos hotéis convencionais. Tanto as áreas comuns quanto as privativas são impecáveis.

Mas jamais aceite os quartos que ficam em cima da cozinha. Não pela decoração, mas pelo barulho. Certifique-se antes, pois isso pode lhe custar a noite de sono.

Os mimos para os hóspedes são inúmeros: roupão, chinelos, bandeja de uvas, chocolatinhos, menu de travesseiros, cartãozinho com previsão do tempo, drink de boas vindas…

Há duas áreas nesse hotel que gostamos demais. A piscina climatizada e hidromassagem, com suas paredes de pedra e grandes vidraças. Como procuramos o lugar sempre fora de temporada, normalmente o encontramos com pouca gente, som ambiente, com uma jarra de suco à disposição.

E a sala de estar, que tem esse cantinho charmoso e perfeito para uma leitura antes de dormir. Quanta classe!

De quebra, ainda tem um restaurante excelente, o La Caceria, que é famoso por suas carnes de caça, evidentemente. Nesse restaurante também é servido o maravilhoso café da manhã e brunch aos domingos, com direito a bolo de chocolate da Prawer, pãozinho feito na hora, chocolate quente servido no bule pelo garçom. Possivelmente o melhor café da manhã que já encontramos num hotel.

Outras opções de restaurantes

Gramado, como local turístico que é, conta com diversas opções de restaurantes. A maioria deles promete demais e vende de tudo, carnes, trutas, massas, pizza, fondue, uma infinidade de pratos. Como um restaurante pode ser bom com tanta diversidade?

Nós gostamos bastante do Bouquet Garni, pois além de servirem os tão desejados fondues, também servem pratos de alta gastronomia. Tem uma entradinha de foie gras com figo e torradinhas que é dos deuses.  A atmosfera do lugar é encantadora; a casa envidraçada está ao lado do Lago Joaquina Bier, com decoração em estilo provençal, com românticos tecidos toile de jouy nas paredes. Merece um post dedicado.

Outra opção é o restaurante Moscerino, de culinária do norte da Itália.

O lugar também é adorável e bem decorado, em tons lilás e tecidos listrados, com lindos sousplat de vidro decorados. Todas as paredes externas são envidraçadas deixando o verde dos jardins adentrar o ambiente.

Certa vez comemos por lá um prato de perdiz com molho de frutas vermelhas, aspargos e bolinho de batata, e esse restaurante nos ganhou de vez. Nesse final de semana pedimos codorna com polenta mole e espaguete ao alho e óleo. De sobremesa, tortinha de maçã com calda de frutas vermelhas.

Gostoso, mas muito pouco inventivo. Mas ainda assim um bom e agradável almoço.

Estranhamente, Gramado tem poucas opções de cafés, aqueles lugarzinhos charmosos e não muito cheios, com uma quiche ou torta de dar água na boca para acompanhar um café ou chá. Tem um ou outro, mas sempre no Centro, movimentados, com excesso de sanduíches e sorvetes no cardápio. Todos se aglomeram na Casa da Velha Bruxa, que tem aquela cara de lanchonete e não vê uma reforma há anos.

Um lugar que nos proporcionou uma boa experiência para essa pausa da tarde foi o Castelinho do Caracol, na estrada Gramado-Canela. Lá é servido um clássico apfelstrudel, torta de maçã com nata. Uma verdadeira delícia preparada pelas nonas à vista de todos.

A casa é uma graça e dentro funciona um museu. O jardim é bastante agradável para relaxar por alguns momentos.

A cozinha poderia ser a da nossa avó, com esse fogão a lenha coberto de delícias. Mais caseiro impossível.

Apesar de turístico e de ter que pagar ingresso pra comer a tal da torta, achamos que valeu a pena. E aí já dá para aproveitar a viagem e dar uma passada no Parque do Caracol, para contemplar a linda cachoeira de cartão-postal.

Cascata do Caracol

Maiores Informações:

Hotéis e Pousadas

http://www.pousadachaledamontanha.com.br/

http://www.casadamontanha.com.br/

Restaurantes e Casas de Chá

http://www.restaurantemarcos.com.br

http://www.bouquetgarnigramado.com.br/

http://www.ristorantemoscerino.com.br/

http://www.castelinhocaracol.com.br/

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Sobre Pati Venturini

Engenheira, blogger, chocolatière na Méli-Mélo Chocolat e co-autora do blog de gastronomia e viagens De Garfos e De Quartos.
Esse post foi publicado em Brasil, Gramado e marcado , , , , , , . Guardar link permanente.

3 respostas para Gramado – top de linha na Serra Gaúcha

  1. Pingback: Onde Ficar e Onde Comer em Vail – Austria Haus Hotel e muitos restôs legais | De Garfos e de Quartos

  2. paulo roberto duran corso disse:

    gramado não ´so belza e gastronomia, a cidade oferece segurança e não se vê mendigos pedindo(intimando) esmolas nas ruas e nem nas entradas de restaurantes como uma certa cidade maravilhosa

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