Esqui no Cerro Catedral – pela lente de um casal iniciante

Bariloche, comecinho da Patagônia Argentina, é uma cidade de grande beleza natural, para ser aproveitada em qualquer época do ano. Mas sem dúvida a maior atração por lá, no inverno, é o esqui.

Somos viajantes independentes, mas para Bariloche abrimos uma exceção. Como seria nosso único destino no país, e como tínhamos um objetivo bem definido, esquiar, optamos por comprar um pacote com uma agência especializada. Para a nossa surpresa, pacotes de esqui não incluem esqui. Ou melhor dizendo, não incluem as aulas, somente o transfer até a estação e o skilift (passe para os meios de elevação até a montanha). Ok, mas a solução poderia ser mais completa.

A região esquiável de Bariloche fica no Cerro Catedral, o principal centro de esqui da América Latina. Está localizado a 22 km do centro da cidade e possui 120 quilômetros de pistas que atendem desde iniciantes até veteranos, além de 40 meios de elevação e 15 restaurantes de montanha. A temporada de esqui inicia em meados de junho e vai até início de outubro, sendo agosto um dos melhores meses (ao menos para casais, pois há neve suficiente e o movimento devido às férias escolares do Brasil e da Argentina já diminuiu).

vista geral da estação, com o lago ao fundo

Antes de mais nada, a indumentária tem que estar de acordo. Acredite, você não quer passar frio num lugar onde a sensação térmica pode facilmente cair abaixo de zero. Indispensável dominar o princípio das camadas:

  • Primeira camada: segunda pele justa, do tipo dry-fit, composta de blusa e ceroula, que mantém o corpo seco e afasta o suor;
  • Segunda camada: casaco quentinho, do tipo Fleece ou Polartec;
  • Terceira camada: casaco tipo Anorak ou corta-vento e calça larga impermeável, que protegem da água, neve e vento.

Tudo tamanho large, como manda o figurino. Soma-se a tudo isso luvas impermeáveis, bota impermeável com Gore-Tex (de cano médio-alto, para circular pela base antes de calçar as botas de esqui), meião (cobrindo toda a canela), mais gorro, cachecol e óculos escuros. E nunca é demais lembrar da importância do protetor solar, labial e hidratante. E você está pronto para encarar a neve. Ufa!

Como iniciantes, optamos por contratar aulas particulares. Não é a opção mais barata mas recomendamos, pois nas aulas em grupo pode ficar difícil conseguir a atenção do instrutor, além do processo de aprendizado demorar mais. Escolhemos a XTreme, uma escola atenciosa e com instrutores muito competentes (quando não estão em temporada em Bariloche, eles dão o ar da graça em Courchevel – França). Um representante da empresa veio até nós na pousada para conhecer os nossos objetivos na véspera da nossa “estréia” nas pistas. Puramente recreação, falamos nós. Ninguém aqui quer disputar o próximo campeonato. Experiência na neve? Zero!

No dia seguinte, chegamos cedo no cerro e fomos até a sede da escola; fomos instruídos na retirada dos skilifts já comprados e em seguida apresentados à nossa instrutora, que nos acompanharia todas as manhãs durante 4 dias (optamos por aulas de meio-dia, com duração de 3 horas, mas também é possível contratar aulas de dia inteiro, se o bolso permitir). Vendo-a esquiar, parece tudo tão simples…

nossa instrutora, super profissional e gente boa

Ela própria nos ajudou com o aluguel dos equipamentos na loja da escola: botas, esquis e bastões. Muita atenção às botas: algo que não lhe sirva perfeitamente pode deixar uma bela lembrança na unha por uns bons meses! É nessa hora que a importância da meia de esqui se faz sentir. Qualquer dobrinha, pressionada pela bota ultra rígida, vai doer o dia todo.

botas de esqui - inesquecíveis!

E dali saímos, caminhando feito astronautas, para a base do cerro, onde todos aprendem os primeiros passos (e tombos). O dia estava lindo e até esquentou, nos permitindo tirar os casacos por alguns momentos. Para quem não está acostumado com o clima de montanha, é estranho passar calor no meio de tanta neve.

Os primeiros movimentos são muito divertidos. É preciso se acostumar com os esquis nos pés, se acostumar a deslizar e, muito importante, aprender a travá-los – a famosa “cunha”. Em seguida passa-se aos meios de elevação mais simples, individuais, e é feita a descida esquiando até a parte plana novamente. As filas são significativas, mas ter um instrutor particular ao lado dá prioridade de acesso.

fila na base da montanha - só os novatos

As descidas são feitas inúmeras vezes, até que a pessoa adquira confiança nos movimentos. Equilíbrio é tudo, e é preciso aprender a mantê-lo somente com o corpo. Os joelhos devem estar levemente flexionados. Os bastões simplesmente ajudam a sinalizar mudanças de direção e servem de apoio para se levantar em caso de queda. Esqueça aquelas cenas de filme com bastões agitados pra lá e pra cá para adquirir velocidade!

treinando a descida

Pessoas não familiarizadas com patins ou pranchas de surfe, por exemplo, podem demorar mais a aprender (meu caso). Mas não desisto, especialmente após ver cenas como essa:

mini-esquiadores

Papais e mamães em férias podem ficar tranqüilos, deixando seus pimpolhos aos cuidados das atenciosas professoras das escolinhas.

No segundo dia de brincadeira, André já era praticamente um aluno avançado. Eu, ao contrário, só regredia! Em minha defesa, posso dizer que uma certa pista, chamada 1200, teve muito a ver com isso…

vista a partir da pista 1200

Já de início, neve congelada na pista. E eis que me vejo protagonizando uma cena digna de Bridget Jones. A minha tortura acaba num tombo com esquis cruzados de modo inexplicável! Em certas ocasiões, cair é preciso.

Nem o lindo visual do alto me fez esquecer que uma das bordas da montanha era aberta. Isso me deixou completamente insegura, de forma que mal conseguia treinar as curvas. Não me atrevia a ir em direção à borda.

descida da pista 1200

Caso contrário do André. Ele estava perfeitamente à vontade sobre os seus esquis!

1200 - treinamento de curvas

Graças a mim, levamos um longo tempo para descer essa montanha. Fico até com vergonha de contar, afinal é uma pista verde (fácil, para principiantes). Foram inúmeras as pausas para avaliar a descida, tirar os esquis, reclamar da vida… coloquei à prova a paciência da nossa amável e paciente instrutora (aposto que ela nunca se esquecerá de mim). Depois do almoço, André retornou sozinho a esta pista e completou a descida em cerca de 20 minutos. Ele é ou não é ótimo?

Nos próximos dias o tempo virou. O sol sumiu e vieram as nevascas.

virada de tempo

Impossível deixar a cara de fora. Máscaras a postos o tempo todo.

nevasca forte na Villa Catedral - André irreconhecível!

Para alguns, trabalho dobrado. Afinal, nevou durante o dia todo: 10 cm na base e 40 cm no topo!

neve se acumulando sobre a rua

André disse que deixei de lado o esqui alpino, de montanha, e inventei o esqui de base – base ski. Resisti bravamente por lá, abaixo de mau tempo, treinando os meus movimentos, tentando perder o medo e deixando os esquis esquiarem. Era um misto de sofrimento e diversão… dá para entender?

Fiz algumas pausas para simplesmente caminhar na neve, curtindo aquele visual lindo, gelado, “suíço”.

a vila branca - virando esquimó!

Enquanto isso, André visitava o mundo de Nárnia.

descida da pista ABC sur

esquiando abaixo de nevasca

Em dias de vento forte, os teleféricos podem se desligar automaticamente por segurança, durante as rajadas. Aí você fica alguns minutos pendurado a vários metros, exposto ao vento, frio e neve. Mas é tudo por uma causa nobre.

Depois de uma dessas, somente um bom chocolate quente na acolhedora lojinha da Mamuschka.

Chocolateria Mamuschka

Você gosta de praia? Pois bem, o Cerro Catedral é uma praia, porém feita de neve. Não faltam nem os barzinhos para uma boa bebida (quente) ao ar livre. Quando não tiver sol, garanta uma bela máscara de esqui com lentes amarelas como essa, que melhoram o contraste.

visão de um esquiador com máscara de lente amarela

E nos momentos em que não estiver esquiando, há bons lugares para um lanche ou almoço. Deixe os esquis do lado de fora como os bons esquiadores e entre em lugarzinhos aconchegantes e aquecidos, mas prepare o bolso, pois tudo lá é caro, até um simples sanduíche. Afinal estamos longe do Centro, quem vai ao Cerro passa o dia por lá.

Nossos momentos gastronômicos aconteceram na base. Para um almoço mais leve, recomendamos o Punto Base: experimentamos e aprovamos o famoso sanduíche de lomo, sopa de cebola e legumes à parrilla. Para um bom corte de carne da Patagônia vá ao Rodeo, uma bela cabana de madeira com mesa e bancos feitos de tocos de árvores e decorada com peles de lã bem quentinhas. Uma delícia o cordero patagónico com papas à la crema e ensalada chica. Anima qualquer esquiador saído de uma pista gelada.

Restaurante Rodeo

Se o tempo permitir, há um restaurante de montanha que deve valer a viagem: o Refugio Lynch, localizado a 2.000 metros de altitude e com uma vista panorâmica de tirar o fôlego. Infelizmente não conseguimos conhecê-lo, pois o tempo não permitiu. Com rajadas de até 100Km/h no topo do cerro, os teleférios para lá estavam suspensos.

A Villa Catedral é repleta de construções de madeira, onde predominam escolas, restaurantes e lojas de aluguel de equipamentos.

vista da Villa Catedral

Tudo muito voltado para o esqui, mas para quem gosta de compras ou quer dar um tempo da neve há o Shopping Las Terrazas. Ali há praça de alimentação, farmácia e lojinhas de roupas, acessórios, chocolates, entre outras. Uma opção, mas nada que justifique gastar muito tempo por lá.

Como esquiadores iniciantes, achamos Bariloche uma boa opção na América Latina, pois lá não é necessário se hospedar na montanha. Você pode ficar no Centro ou à beira do lago e se deslocar até o cerro somente nos dias em que quiser esquiar. No entanto, em termos de pistas, predominam as azuis e vermelhas (intermediárias e difíceis), que juntas somam 60%.

Mas se você quiser apenas ter contato com a neve, o cerro oferece outras atividades como snow tubing (descida de pista com botes infláveis) ou mini trenós.

Aqui falamos de esqui, mas esportes outdoor à parte, as opções de passeios em Bariloche são ótimas: Circuito Chico, que percorre o lago e faz uma parada no Cerro Campanário, que tem uma vista espetacular; Cerro Otto, que possui uma confeitaria giratória no cume; passeios de barco pelo lago Nahuel Huapi; chá da tarde no clássico e elegante Hotel Llao Llao; compras na Calle Mitre no Centro; passeio na charmosa vizinha Villa la Angostura.

Campanha por Bariloche: se você não conhece, programe-se! Para esquiar, ou simplesmente brincar na neve, ou conhecer um lugar de beleza extraordinária, vale muito a pena fazer essa viagem.

Maiores Informações:

Cerro Catedral – http://www.catedralaltapatagonia.com/

Escuela Xtreme – Escola de Esqui – http://www.escuelaxtreme.com/

Aulas particulares de esqui: meio-dia 780 pesos; dia inteiro 1450 pesos

Aluguel de equipamento: 65 pesos a diária

Almoço no Cerro Catedral: de 60 a 100 pesos em média por pessoa

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Sobre Pati Venturini

Engenheira, blogger, chocolatière na Méli-Mélo Chocolat e co-autora do blog de gastronomia e viagens De Garfos e De Quartos.
Esse post foi publicado em Argentina, Bariloche e marcado , , . Guardar link permanente.

21 respostas para Esqui no Cerro Catedral – pela lente de um casal iniciante

  1. Meus parabéns, adorei a leitura divertida e bem escrita, me levou à Bariloche através das suas palavras e fotos.
    Agora é me preparar para conhecer pessoalmente!

  2. Pingback: Vail parte 2 – Inverno: Natal Branco e Muito Esqui | De Garfos e de Quartos

  3. Adriana Pessoa disse:

    Oi Pati!
    Que delícia rever o Cerro Catedral! Deu saudades de me aventurar novamente no ski!
    Bjs

  4. Samara disse:

    Qual hote que voce indica p ficar em bariloche??? beijos! adorei seu post

    • Samara disse:

      hotel*

    • Oi Samara, que bom que você gostou do Blog. Nós ficamos no Lirolay, tem um post da série de Bariloche que fala do hotel.

      Gostamos bastante e voltaremos se tivermos oportunidade. A única ressalva é que ele é afastado do centro, então você irá usar Taxi ou carro alugado.

      Abraço,

      André

  5. Suellen disse:

    Olá!
    Vou a Bariloche esse ano com objetivo de esquiar. Mas estou um pouco confusa com os preços do cerro catedral. Estou tentando ver os custos para um dia de esqui. Sei que terei que pagar a aula, mais o aluguel das roupas e tal… mas qual passe eu preciso comprar para esquiar o dia todo? Além do passe diário, preciso comprar os meios de elevação separado? Ou se eu comprar o passe diário, posso usar os meios de elevação o dia todo?
    Obrigada!

    • andremazeron disse:

      Oi Suellen, obrigado por visitar o nosso blog!

      Sobre sua dúvida: Quando fomos lá, usamos a Escuela Xtreme e fomos muito bem atendidos. Não fica claro no site deles, mas tenho quase certeza que os valores das aulas não incluem o passe (que é o que dá acesso aos meios de elevação), é bom confirmar com a escola. E certamente não incluem o aluguel do equipamento.

      Se você só vai ficar um dia, vai precisar do passe diário. acesso aos meios de elevação. É aquele que no site do Cerro Catedral aparece por 455 pesos por adulto na alta temporada. Mas fala com a escola primeiro, até porque tem a questão de reserva de agenda do instrutor.

      Abraço,

      André.

      • Marise disse:

        Muito bom esse blog. Estou indo dia 09/07 e também estou confusa em relação aos preços do Cerro Catedral pois, além dos 455 pesos por adulto mencionado para a alta estação, na tabela deles abaixo consta o preço de 250 pesos para passe diário de principiantes. Imagino que dê direito apenas às pistas de iniciantes (meu caso), é isso?
        http://www.catedralaltapatagonia.com/invierno/tarifas_2013_ski.php
        E se eu quiser subir nas outras pistas só para olhar? Tenho q pagar pelo tour tb? Ou já está incluído do preço do principiante? Obrigada e Abs.
        Tabela de tour sem ski: http://www.catedralaltapatagonia.com/invierno/tarifas_2013_tour.php

      • andremazeron disse:

        Oi Marise, que bom que você gostou de nosso blog. Pelo que vi, é isto mesmo que você escreveu. O passe de principiantes dá direito à pista de treinamento, que é uma área ampla com uma inclinação suave e uma esteira para chegar no topo, que é onde se tomam as primeiras aulas de ski antes de ir para as pistas. Se você não estiver tendo aula com instrutor, a tendência é ficar um pouco monótono depois de um tempo. Para subir apenas para olhar, é preciso o outro passe, e acho que podem implicar se você estiver equipada (botas de ski, etc), já que é para “peatones” (pedestres), pois o controle dos passes é sempre na subida. E se for somar os dois (principiante + pedestre), já dá quase o preço do passe completo por um dia.

        Abraço,

        André

  6. Cláudio Mesquita disse:

    Parabéns pelas suas boas informações de Bariloche. Estamos cogitando irmos lá em agosto, (mês mais tranquilo). Já tentamos esquiar em outra oportunidade em Chamonix-França, entretanto o que mais encomodou foi o peso das botas. Será que existem mais leves? Você indica alguma pista legal para iniciantes com crianças. Abraços! Cláudio Mesquita.

    • andremazeron disse:

      Oi Claudio, que bom que gostou de nosso relato!

      Sobre as botas, acho que não tem muito o que fazer. Material de aluguel nunca é top, e comprar botas para uso muito eventual não parece um bom negócio. Não tenho equipamento próprio e não me arriscaria a indicar uma marca. O melhor é passar a maior parte do tempo nas pistas mesmo, daí você nem lembra das botas.

      Cerro Catedral não dá muita moleza para os iniciantes, são 4 pistas verdes, contra 14 azuis e 13 vermelhas. Você consegue andar em todas as verdes rapidamente, e daí vai da aptidão de cada um para progredir para as azuis.

      No geral as verdes são bem tranquilas, eu lembro que numa das ABC teve uma hora que cruzava com uma pista vermelha e a coisa ficou meio tensa para quem estava começando como eu porque o pessoal experiente não parecia respeitar muito a redução de velocidade.

      Abraço,

      André

  7. Pingback: Bariloche | Domingão de Twittadas

  8. Rose Lemes disse:

    Boa trade.
    Vou com Pessoas que nāo andam de teleférico.
    Para usar a pista de treinamento tem que subir de teleférico?
    Tem algum passeio na neve para fazer na base cerro catedral?

    • Oi Rose!
      Estou respondendo bem tarde o teu comentário, talvez até já tenha retornado de viagem. Mas fica a resposta que talvez seja útil para outros.
      O grande barato de qualquer estação de esqui é explorar as montanhas, e isso só é possível de teleférico.
      Na base do Cerro ficam os iniciantes, que estão tendo aulas e dando os primeiros passos sobre esquis. Não tem muitos atrativos além disso, o lugar é bem focado no esporte.
      Se vocês não vão esquiar, poderão fazer algumas caminhadas na neve, almoçar, tomar chocolate quente, ver alguma lojinha, tirar fotos. Algumas estações tem passeio de trenó, lá não sei dizer.
      Abraço,
      Pati

  9. Lucas Fernandes disse:

    Obrigado pelo relato! Muito bom!!

    Gostaria de saber em qual período você foi, pois estou com medo de pegar muitas filas. Pode me informar a data de sua viagem, por favoor.

    Estou pensando em ir em Agosto, sou intermediário e estou com bastante medo das filas me atrapalharem muito…

    Obrigado novamente, abraços!!

  10. Fernando Aires Teixeira disse:

    Estou horrorizado com os preços que identifiquei após 5 anos desta matéria. Se costumamos reclamar do aumento de preço no Brasil, temos é que agradecer por não vivermos na Argentina. Aumento exponencial (e até desmedido) de preços!!!
    A mesma empresa, o mesmo serviço de aula particular de esqui durante todo o dia.
    Em 2011 (dia Inteiro de aula na Escuela Xtreme em alta temporada) – 1450 pesos
    Em 2016 (dia inteiro de aula na Escuela Xtreme em alta temporada) – 6100 pesos
    Em 2011 (aluguel de equipamento) – 65 pesos a diária
    Em 2011 (aluguel de equipamento) – 300 pesos a dária

    Fonte: http://www.escuelaxtreme.com

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