Halloween em Orlando

O Halloween é a segunda maior data comemorativa nos EUA, perdendo somente para o Natal. Deu pra sentir a importância?

E a cidade dos parques temáticos tem um Halloween incrível que não se resume ao dia oficial – 31 de outubro. Estivemos lá em meados desse mês e Orlando já respirava o famoso Dia das Bruxas – parques, bairros e até mesmo supermercados (a Target tem uma seção dedicada onde é possível encontrar desde papelaria até objetos para decorar a varanda e fantasias).

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Veja aqui as nossas dicas para crianças e adultos!

Halloween para crianças: Celebration

Região imperdível de Orlando, Celebration tem casas lindas no mais típico estilo americano – sem grades, belos jardins, varandas convidativas. E no Halloween os moradores entram completamente no clima, é raro encontrar uma casa que não esteja decorada para a data. A noite do Trick or Treats deve ser digna de filme por lá.

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Tem também o Festival de Outono, onde a criançada pode participar de concurso de fantasias, fazer maquiagem especial, customizar abóboras. Tudo no melhor clima de cidade do interior.

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Aliás, por lá abóbora é cortesia da casa. Vejam só essa tenda que encontramos numa praça, que tinha um “pumpkin patch”.

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Gostou? Um morador de Celebration nos disse que, se achamos bonito no Halloween, precisamos ver no Natal. Que vontade!

Halloween para adultos: Universal Studios

Quer entrar num pesadelo? Vivenciar um filme de terror? A dica são as Horror Nights, onde você paga caro para levar susto🙂

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À noite o Universal Studios se transforma. O parque fica especialmente mal iluminado, e dezenas de atores vestidos como monstros, mutantes e maníacos tratam de assustar os visitantes da melhor (ou seria pior?) forma possível.

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Mas o melhor está nas Haunted Houses temáticas: American Horror Story, The Walking Dead, O Exorcista, Massacre da Serra Elétrica e por aí vai. Após vencer filas quilométricas, você ganha o direito a quase enfartar mergulhando em casas escuras e empoeiradas para viver alguns momentos de terror em meio a zumbis, fantasmas, psicopatas e todas as criaturas do gênero terror.

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Também tem alguns shows e as atrações principais estão funcionando normalmente. Sem dúvida um dos melhores Halloween dos EUA – aprecie sem moderação!

P.S. Ainda dá tempo de aproveitar! As últimas Horror Nights serão nos dias 4 e 5 de novembro. Infos aqui:

http://www.halloweenhorrornights.com/orlando/

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Muju Restobar – Culinária Peruana em Porto Alegre

Com sua mistura de decoração moderna e a tradicional culinária peruana, o Muju nos conquistou logo de cara.

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Com tons sóbrios, a decoração evoca o Peru apenas nos detalhes, como os coloridos tecidos nos encostos de algumas cadeiras. A adega envidraçada domina a escadaria central. A modernidade também se faz presente no cardápio que foi substituído por tablets com as fotos dos pratos.

O Peru é reconhecido como tendo uma das culinárias mais importantes das Américas. É uma mistura de ingredientes locais como o milho e os frutos do mar do Pacífico com influência dos imigrantes europeus e asiáticos. São pratos que enganam, podem parecer simples ao olhar mas que trazem sabores únicos. O Muju segue à risca os pratos mais tradicionais, que ganham destaque com a bela apresentação em louças contemporâneas.

As entradas são servidas em porções grandes e são tão interessantes que justificam por si só a ida, ou se você está mais para o clima de bar do que de refeição tradicional. Na nossa primeira vez lá acabamos pedindo várias entradas e dispensando os pratos principais.

E já que estamos falando de entradas, vamos falar logo deste prato que é ícone da culinária litorânea do Peru, o ceviche. Cubos de peixe cozidos no suco de limão – simples e de efeito. O Muju tem diversas opções de ceviche, mas nossa recomendação é começar pelo Cebiche Clasico. Ou pedir de cara uma degustação de ceviches e provar três de uma vez – porquê não?

Ceviche Clássico

Cebiche Clasico

(Momento reflexão: a combinação de cores dos ceviches é linda – precisa mesmo da folha de alface?)

Outra entrada sem erro é o Camaron Crocante, camarões empanados em quinoa e servidos com molhos de laranja e feijão. Uma opção que infelizmente saiu do cardápio eram as lulas recheadas com carne. O prato era simplesmente maravilhoso e só tivemos uma chance de experimentá-lo. Fica aqui nosso apelo para o seu retorno!

Lulas recheadas

Lulas recheadas com carne: um surf and turf peruano

Quanto aos pratos principais, outra baixa que se fez sentir: O Aji de Galiña, prato tradicional de frango com molho de aji amarillo, uma espécie de pimenta saborosa e nem um pouco ardida. Suspeitamos que deva ser pela dificuldade de importação do ingrediente. Na sua falta, eu recomendamos o Arroz Chaufa, servido com frutos do mar, e o Pato Norteño, que acompanha raviolis de batata doce.

Ají de galina, pato norteno e arroz chauffa

Aji de Galiña, Pato Norteño e Arroz Chaufa

Se você ainda conseguir chegar nas sobremesas, não ficará decepcionado. A apresentação dos pratos é impecável. O Suspiro Limeño é o mais tradicional, mas chocólatras amarão o Morocha, torrão de chocolate com 4 texturas diferentes do doce.

Morocha

Morocha

Versátil, é uma boa opção para almoço, jantar ou apenas happy hour (o cardápio de drinks é incrível, e o Cosmopolitan casa perfeitamente com a atmosfera do lugar).

Pelo conjunto da obra (ambiente, comida, atendimento), o Muju já está na nossa lista de restaurantes queridinhos em Porto Alegre. Já fomos várias vezes – e voltaremos!

Maiores Informações:

Muju Restobar

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3 roteiros de cable car em San Francisco

Por Pati Venturini

Esse é um post que já deveria ter sido escrito. Afinal já faz alguns anos que estive em San Francisco. E vira e mexe, uma das lembranças boas daquela viagem foram as viagens solo que fiz testando as linhas de cable car que a cidade oferece. Sim, testei todas! Todas as 3🙂

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Convenientemente instalada na Union Square, não foi uma tarefa difícil. Os cable cars passavam na frente do hotel, vindos da Market Street, que também ficava a algumas quadras dali. Fiz todos os passeios de manhã, evitando assim filas e superlotação.

Duas dessas linhas circulam norte-sul em direção à baía, terminando pertinho do Fisherman’s Wharf: a Powell-Mason e a Powell-Hyde. Basicamente elas sobem a ladeira até Nob Hill e Russian Hill e aí bifurcam. A Powell-Hyde (a mais turística) passa pela famosa Lombard Street e termina na Ghirardelli Square, no final do Fisherman’s Wharf, enquanto a Powell-Mason termina no meio daquela área.

Já a terceira linha, a California, circula leste-oeste, começando na Van Ness Avenue, passando por Chinatown e terminando no Financial District, a uma distância caminhável do Ferry Building Marketplace. Não é muito turística.

mapa cable car san francisco

Trata-se de um excelente meio de transporte se o dia está bonito e se você não se importa de caminhar algumas quadras para completar seus trajetos. San Francisco é uma cidade com ladeiras expressivas e vistas incríveis, seja da baía que se revela escandalosamente, seja das charmosas casas vitorianas que tornam a arquitetura da cidade tão incrível. O vento no rosto completa a experiência!

Os cable cars de San Francisco datam de 1873 e não utilizam energia elétrica. Com essa vibe vintage, claro que a procura por turistas é grande. Em alguns dias e horários as filas são inevitáveis e os espaços disputadíssimos. Para quem pretende utilizá-los da mesma forma que eu, com algumas paradas no meio do trajeto, pode ser interessante comprar um passaporte de um ou três dias.

Powell-Mason Line

O destino era o Fisherman’s Wharf, para uma caminhada matinal junto à baía. Fui ao início da linha, na Market Street, onde comprei o ticket e pude observar a manobra manual do cable car.

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Dizem que a verdadeira aventura é fazer o trajeto de pé, mas meu lugar preferido é sentada na parte aberta, conferindo de pertinho as vistas e podendo fotografar tudo com mais comodidade.

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E chego ao final da linha, no bairro que é conhecido por seus restaurantes e mercados de frutos do mar.

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Como já tinha estado lá numa tarde bem movimentada, estranhei e adorei a calma do lugar naquele horário.

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Passeios de manhã cedo fazem com que você se sinta um morador local. Que linda a vista de Alcatraz, a famosa ilha-prisão que já “hospedou” Al Capone.

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Sigo em direção ao Pier 39.

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O Pier 39 é um complexo de entretenimento com lojas, restaurantes, marina, muita vida marinha e vistas incríveis da baía, como não poderia deixar de ser.

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O programa clássico e obrigatório é ver o banho de sol dos leões marinhos.

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O visual de barcos, gaivotas e Golden Gate ao fundo fazem a alegria dos fotógrafos.

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Antes de voltar, pausa na Boudin Bakery para comprar mais sourdough bread, o pão azedinho delícia de San Francisco.

vitrine boudin bakery

Powell-Hyde Line

Dessa vez o destino era a Ghiradelli Square, o espaço da famosa marca americana de chocolates.

No trajeto, ruas tranquilas e arborizadas e lindas casas vitorianas.

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Essa linha passa pela Lombard Street, uma das ruas mais sinuosas do mundo. Dá para fazer uma pausa antes ou depois de chegar na baía.

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Naquele momento a rua estava interditada para manutenção, então havia vários turistas descendo a pé. Dali se vê a Coit Tower, à direita; trata-se de uma torre de 64 metros de altura localizada no topo do Telegraph Hill, de onde se tem uma vista 360 graus da cidade.

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Eu já havia descido a Lombard de carro, então aproveitei para descer a pé também e observar a rua e as casas com calma. Quando o lugar é muito turístico, às vezes esquecemos que tem gente de verdade morando no local.

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É bem interessante chegar ao final da ladeira e observar a sinuosidade da rua lá de baixo.

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Subo a ladeira, embarco e retomo o meu rumo; em seguida já se avista a baía.

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E chego ao final da linha Powell-Hyde.

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A uma curta caminhada dali está a Ghirardelli Square. O local, um marco na cidade, já abrigou a primeira fábrica de chocolates da marca e conta com lojinhas e restaurantes.

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Claro que é uma excelente opção para comprar os chocolates. Os quadradinhos recheados com caramelo salgado fazem sucesso.

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O espaço verde em frente à Ghirardelli Square é incrível. Ali fica o Parque Nacional Marítimo de San Francisco e, mais uma vez, podemos avistar e suspirar pela Golden Gate.

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O passeio ao longo da baía é muito convidativo para caminhadas e passeios de bicicleta. Tem até prainha (gelada)!

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California Line

Eu utilizei essa linha para ir até o Ferry Building Marketplace, ponto de encontro de uma Gourmet Walk que tinha contratado.

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O final da linha do bondinho é na California Street, e a mudança de cenário é evidente – casas e prédios antigos e baixos dão lugar aos prédios modernos e altíssimos do Financial District.

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Sigo caminhando em direção ao Ferry Building Marketplace.

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Uma caminhada curtinha. Peguei o lugar acordando, um ótimo momento.

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Esse é o mercado mais legal do (meu) mundo. Incrível o espaço interno, a limpeza e o charme das lojas. E a quantidade de delícias gourmet que você pode comprar lá.

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Dali saem barcos para outras regiões da baía. A parte externa tem uma vista incrível da Bay Bridge.

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Depois, já com o grupo da Gourmet Walk reunido, retornamos ao Financial District. Contraste de antigo com contemporâneo de encher os olhos.

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Não voltei de cable car, já que o final da caminhada foi na Union Square, pertinho do meu hotel.

Importante lembrar que essa linha passa por Chinatown, que sem dúvidas merece uma parada e um olhar mais atento. Trata-se da maior comunidade chinesa fora da Ásia.

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É um mergulho em outro universo. Em alguns momentos causa até um certo desconforto, uma sensação de não ter sido convidado para a “festa”.

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Aliás, havia uma festa. Era a chegada do ano-novo chinês.

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Um dos fatos mais surpreendentes da viagem aconteceu lá. Conheci uma senhora comerciante que nunca tinha ouvido falar do Brasil – nadinha, nem Ronaldinho nem Gisele Bundchen.

 

E então, gostou das minhas “aventuras” de cable car por San Francisco? Vale ou não vale a pena?😉

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ChocoMalte – uma nova experiência sensorial em Porto Alegre

Harmonizar comida e bebida é uma arte. Sabores complementares, opostos ou que se reforçam para tirar o máximo da experiência requer conhecimento, para não ficar só na sorte e criar aquele momento surpreendente na sua boca. Mas as combinações vão bem além do que você imagina!

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Tashi Ling – Espaço Tibet: um restaurante tibetano em plena Serra Gaúcha

Você já parou para pensar o que é que a culinária tibetana tem? É possível ter uma ideia visitando o primeiro restaurante tibetano do Brasil, que fica em Três Coroas – cidade da Serra Gaúcha, que também abriga um Templo Budista.

Pois foi num domingo desses, nubladinho com chuva, que nos animamos a sair para almoçar um pouquinho mais longe e descobrir, quem sabe, um sabor diferente. Será que teria carne de iaque?😉

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Xavier260 – alta gastronomia catalã em Porto Alegre

Já fazia dois anos da nossa primeira experiência no Xavier260. E ela já tinha sido perfeita, a ponto de o considerarmos um dos 5 melhores restaurantes de Porto Alegre (veja esse post). Essa semana voltamos lá e fomos mais uma vez surpreendidos com um espetacular menu – ainda melhor que o primeiro.

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Peppo Cuccina e o Prato da Boa Lembrança

O Peppo Cucina, eleito melhor restaurante italiano de Porto Alegre pela Revista Veja Comer & Beber Porto Alegre 2015/2016, também participa da Associação da Boa Lembrança.

prato boa lembrança peppo cuccina

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20 anos de Café do Porto – o precursor da Padre Chagas

Se hoje a famosa Rua Padre Chagas é um dos maiores pontos de encontro de Porto Alegre, reconhecida pela diversidade de bares, restaurantes e cafés, grande parte do mérito se deve ao Café do Porto. Em 1995, a arquiteta Cacaia Bestetti abriu ali o charmoso café na rua predominantemente residencial – e provavelmente não imaginou o tamanho da transformação que promoveria no bairro Moinhos de Vento.

origem café do porto

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A onda dos food-trucks em Porto Alegre

E os food-trucks vieram com tudo e caíram no gosto dos porto-alegrenses. Versões melhoradas dos carrinhos de comida em parques, eles são promessa de boa comida em ambiente descolado… Tem coisa melhor? Nós estamos adorando essa onda!

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Bill Baggs Cape Florida – Oásis pertinho de Miami

Se tudo que você procura em Miami é compras sem fim e badalação em Miami Beach, pode parar de ler por aqui. Conferimos – e adoramos – um lugar a 10 minutos de Downtown Miami, na super chic Key Biscayne, que permite tirar uma folga de todo aquele agito.

O Bill Baggs é um parque com acesso pago. Como não tem muitas placas por lá, o negócio é explorar. O grande atrativo é sem dúvida a praia de águas calmas, claras e mornas e com vista para o farol. É um visual e tanto! Não é a toa que está na lista das 10 melhores praias dos EUA.

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