Chicago – Windy City

Por André

Em viagens a destinos muito distantes, sempre surge a idéia de incluir uma pausa no meio do caminho para recuperar-se das longas horas de vôo, especialmente se for em uma cidade que você não conhece.

Voltando da Costa Oeste dos EUA, optei por uma pausa de três dias em Chicago, capital do Illinois que fica à beira do Lago Michigan. Fui com expectativas elevadas por tudo o que já tinha lido, mas me surpreendi com a cidade que tem muito a oferecer para todos os tipos de turistas.

Chicago River

Chicago River

Chicago é enorme, sendo a terceira cidade mais populosa dos EUA e onde fica o segundo aeroporto mais movimentado do mundo, o O’Hare International. Fica situada na parte sudoeste do Lago Michigan, tão grande e de água tão azul que faz você pensar que está olhando para o oceano. Chicago possui estações bem definidas, e com um inverno que pode ser bastante frio e ventoso. O apelido da cidade é “Windy City”, e rapidamente você entende o porquê.

Downtown

O Centro de Chicago concentra grande parte das suas atrações e atividades, e traz uma mistura de estilos arquitetônicos que merece ser apreciada com calma. Ele é repleto de arranha-céus, incluindo os dois mais altos edifícios dos Estados Unidos atualmente, a Willis Tower (antigamente conhecida como Sears Tower, 442m) e a Trump International Hotel and Tower (423m).

Trump International Hotel & Tower, tão brilhante que parece maquete de computador

Trump International Hotel & Tower, tão brilhante que parece maquete de computador

A modernidade do Centro deve-se em grande parte ao incêndio que devastou a cidade em 1871 e que se seguiu de uma impressionante reconstrução que transformou Chicago em uma das cidades mais importantes economicamente.

A região conhecida como The Loop, delimitada pelo Rio Chicago, lembra Manhattan pela quantidade de torres. Aliás, o skyline de Chicago não faz feio frente ao de NY, e se não tem o mesmo tamanho, tem uma harmonia e elegância muito particulares.

Skyline de Chicago

Skyline de Chicago

Ainda nesta região está o Millenium Park, inaugurado em 2004 e que inclui elementos marcantes, como a obra “Cloud Gate”, (apelidada de “The Bean”) de Anish Kapoor, o espaço para shows Jay Pritzker Pavilion e a sinuosa passarela de aço e madeira BP Pedestrian Bridge, ambas assinadas por Frank Gehry. “The Bean” se tornou minha obra de rua contemporânea favorita. Foi construída com 168 placas de aço soldadas e polidas à perfeição, sem emendas visíveis.

Cloud Gate ("The Bean"), por Anish Kapoor

Cloud Gate (“The Bean”), por Anish Kapoor

BP Bridge e Jay Pritzker Pavilion ao fundo, de Frank Gehry

BP Bridge e Jay Pritzker Pavilion ao fundo, de Frank Gehry

O Hotel

O escolhido foi o Hard Rock Hotel. Isto mesmo, da mesma rede de restaurantes. A localização é excelente, na Michigan Avenue, a mais importante de Downtown. O hotel segue a mesma linha, com memorabilia de astros do rock espalhada em todos os cantos, andares temáticos (eu fiquei no de Elvis Presley), e um bar chamado Angels & Kings, com shows todas as terças.

Se você se sentir inspirado pelo clima de rock, basta solicitar o empréstimo de uma guitarra Fender na recepção. São 20 modelos disponíveis, acompanhados de um micro amplificador Boss e fones de ouvido, para não incomodar os vizinhos.

Preço do empréstimo de guitarra? É gratuito, claro! Não se pode colocar um preço na verdadeira arte. Mas é preciso um depósito de $500 no cartão, caso você se inspire tanto que resolva levar o equipamento para casa, ou termine seu show como um verdadeiro astro do hard rock, quebrando guitarra e quarto.

Hard Rock Hotel não decepciona

Atrações

Chicago tem uma vida cultural vibrante. Dentro do Loop estão vários teatros onde é possível assistir montagens de espetáculos que também estão na Broadway, como “The Book of Mormon” e “War Horse”.

Mais além do Millenium Park e do seu irmão maior logo ao lado, o Grant Park, está o Museum Campus, com três grandes atrações. Do centro até lá são mais de 2Km de caminhada, mas que em uma manhã de temperaturas negativas pareceu uma caminhada bem maior.

Downtown, Grant Park e Lago Michigan

Downtown, Grant Park e Lago Michigan

O Field Museum of Natural History conta com um acervo bacana, incluindo o maior e mais completo esqueleto de Tiranossaurus Rex descoberto até hoje (apelidado de Sue em homenagem à paleontóloga que o localizou), além de diversas exposições temporárias.

E quem se cansa de ver dinossauros?

Ao lado dele fica o John G. Shedd Aquarium. Não fui no aquário, mas a fila gigantesca de entrada parece indicar que é bacana. Atualmente ele é o aquário mais visitado dos EUA, e entre as atrações, você verá baleias beluga, golfinhos e tubarões.

O Aquário

O Aquário

Mais adiante, na ponta do Museum Campus, está o Adler Planetarium, o mais antigo em funcionamento no mundo.

Magnificent Mile

A Michigan Avenue, no trecho de Downtown, recebe o apelido de Magnificent Mile, e está repleta de lojas de grife, lojas de departamentos e de eletrônicos como Apple e Best Buy. A Magnificent Mile também possui algumas das poucas estruturas em Downtown que sobreviveram ao grande incêndio.

A Marilyn também está na Magnificent Mile

A Marilyn também está na Magnificent Mile

Lá também se encontra boas opções de restaurantes: Não fui em nenhum lugar particularmente marcante, mas destaco aqui o Michael Jordan’s Grill, do famoso ex-jogador do Chicago Bulls. É um restaurante de comida americana, com direito a burgers, ribs e coisas do gênero, mas achei uma crab pie de entrada que estava fantástica. É sempre uma feliz surpresa achar um prato bacana em um restaurante que não promete grande coisa.

A Crab Pie deixou saudade!

Willis Tower Skydeck

A Willis Tower com seus 108 andares foi por 25 anos o maior edifício do mundo, sendo que atualmente está em sétimo no ranking. Traumatizado pela fila gigante para entrar no Empire State alguns meses antes, eu achei que a minha cota anual de arranha-céus já estava completa, mas reconheço que a torre tem o seu apelo. A visão da cidade e do lago Michigan deve ser sensacional. E os balcões retráteis de vidro, permitindo olhar diretamente para baixo, certamente dão uma emoção adicional.

Willis Tower

Willis Tower

Navy Pier

Junto à foz do Chicago River está o Navy Pier, centro de entretenimento que agrega museu, shopping, parque de diversões, teatro e restaurantes no antigo pier da marinha. Não tem o mesmo astral do pier de Santa Mônica ou o de San Francisco, mas vale a visita. De lá saem os passeios de barco pelo Lago Michigan, e mesmo sem sair de barco, é possível apreciar a beleza do skyline de Chicago.

Navy Pier

Navy Pier

Chicago é certamente uma bela cidade para se conhecer.

Maiores Informações:

Hard Rock Hotel Chicago

Field Museum of Natural History

John G. Shedd Aquarium

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Restaurantes e Comidinhas Imperdíveis em NYC

Comer em NYC pode ser um dilema. As opções são tantas que pode ser difícil separar o joio do trigo. Restaurantes existem aos montes, mas aonde podemos encontrar um sabor que faça a diferença na viagem? Pesquisando. Afinal, quem valoriza a gastronomia não pode se jogar em qualquer mesa. Então perguntamos a conhecidos, aos nativos, fizemos uma checagem no Tripadvisor (!), trocamos uma idéia com nossos amigos que nos acompanhavam e chegamos a estes endereços que fizeram nossa cabeça e que podemos indicar com orgulho.

Agora, garfos a postos!

 SPICE MARKET, passaporte para o Oriente

Na nossa humilde opinião, nada se compara a este endereço do Meatpacking District em termos de ambiente. A fachada discreta esconde um tesouro.

Fachada discreta

Ao pisarmos da porta para dentro somos automaticamente transportados para o Oriente, neste espaço que foi planejado para ser uma espécie de palácio de Bombay.

Os espaços de circulação são amplos, com predomínio de muita madeira e algumas mesas estão localizadas sob estruturas que lembram pagodas, com belíssimos entalhes.

Os sofás de couro branco dão um ar contemporâneo. Os objetos de decoração foram importados do sul e sudeste asiático, de países como Índia, Burma e Malásia.

Chegamos cedo e acompanhamos a movimentação da equipe que tratava de jantar e de fazer os últimos ajustes antes do início da noite. Um ambiente alegre. Iluminação à meia-luz, com gigantescas luminárias de tecido, e som ambiente temático e de muito bom gosto complementam a atmosfera.

A comida é, bem, apimentada como o nome bem diz. O menu assinado pelo chef Jean-Georges Vongerichten tem inspiração na comida de rua do Vietnã e da Tailândia. Tudo delicioso e bem apresentado. Nossas escolhas foram:

Peekytoe Crab Dumplings, Sugar Snap Peas and Aromatic Spices, porções de caranguejos envoltos numa espécie de massa leve com ervilhas tortas.

Black Pepper Shrimp, Sun Dried Pineapple, camarões muito apimentados com abacaxi desidratado.

Salmon Tartare, Soy Ginger Dressing, Avocado and Radish, um incrível tartare de salmão com abacate ao molho de soja e gengibre, decorado com lâminas de rabanete em flor. O prato mais bonito que veio para a mesa.

Vietnamese Chicken Curry, irresistível e clássico frango ao molho curry, mais indiano impossível.

Ginger Fried Rice, arroz frito perfumado com gengibre e este incrível ovo no topo (o queridinho do ator Hugh Jackman, que é vizinho e amigo do chef).

Steamed Lobster, Butter Fried Garlic, Ginger and Dried Chili, lagosta preparada no vapor com molho de manteiga com alho, gengibre e pimenta chili. A apresentação é de encher os olhos, os aromas são incríveis e o sabor é bem “spice”, como manda a casa.

Espumante acompanha bem toda essa sequência de comida aromatizada, picante e saborosa, e traz leveza ao paladar. Sobremesa é essencial para fechar a noite, então mandamos vir para a mesa Coconut Cake with Guava Ice Cream and Salted Caramel, bolo de coco alto e fofo com sorvete e caramelo salgado, e Apple Pecan Tart, Cinnamon Ice Cream, torta de maçã com nozes e sorvete de canela. Bom, mas não se comparam aos pratos que as antecederam. Particularmente, achamos o bolo meio pesado como sobremesa, e talvez um sorbet de manga ou o famoso Ovaltine Kulfi a base de chocolate tivessem sido uma mellhor escolha.

O serviço é impecável: simpático, eficiente, timing perfeito. Devido ao ambiente, recomendamos o Spice Market para jantar, mas para curtir o lugar como ele merece, vá cedo. Conforme a noite avança, ele vai ficando mais badalado, no melhor estilo para ver e ser visto.

E mais observação, este restaurante consta da lista da jornalista e fotógrafa Cris Berger, autora do livro “69 Lugares para Comer e Beber”. E também é muito elogiado pelos competentes Ricardo Freire, do Viaje na Viagem, e Destemperados. Escolha sem erro!

MARKET TABLE, jantando com os nova-iorquinos

Esse é daqueles endereços para ficar no coração. Vizinhança discreta, lugar pequeno e intimista e grande presença de nova-iorquinos fazem do Market Table um restaurante fácil de simpatizar e que nos inspira a querer retornar.

Localizado numa esquina do West Village, suas paredes de tijolos, janelas enormes e velas sobre as mesas cativam logo de cara.

O mobiliário, todo preto, faz um contraste elegante com a arquitetura da casa. A adega é um dos elementos que mais chama a atenção no ambiente.

O bar é também é bastante simpático, com suas lousas rabiscadas a mão. Que ambiente aconchegante para uma noite fria entre amigos!

A comida é típica americana e sazonal, com influências da infância do chef Mike Price, que foi criado numa fazenda em Mariland. Nossas escolhas foram:

Seared Diver Sea Scallops (butternut squash, mushrooms, brussels, pear mostarda), vieiras com abóbora, cogumelos, couve-de-bruxelas e uma espécie de geléia/chutney de peras com mostarda. Bem criativo.

Grilled Local Sea Bream (melted leeks, shiitake, edamame, concord grape jus), um peixe grelhado com alho-poró refogado na manteiga, cogumelos shitake, grãos de soja verde e um molho de suco de uvas orgânicas premium. Bem leve e saudável.

Braised Shortribs (parsnip mousse, greens, horseradish crumbs), costelinha cozida lentamente acompanhada de musse de pastinaca (um tipo de raíz prima da batata e da cenoura), verduras e raspas de raíz-forte.

Long Island Duck Breast (spaghetti squash, celery root-apple slaw, salsa verde). O pato foi gentilmente substituído por porco, a pedidos, e veio acompanhado de espaguete de abóbora, saladinha de aipo, repolho e maçã e um toque de molho de salsa verde. Um espaguete exótico para nós, mas que agradou bastante.

Por último, sobremesas para adoçar a vida e ajudar a terminar a garrafa de Malbec. Sanduíche de sorvete e tortinha de maçã (com sorvete também, of course).

E o detalhe simpático para encerrar uma ótima e deliciosa noite.

A turma adorou a comida e o ambiente. E depois de tanto carinho, é para querer voltar, não é mesmo?

MINETTA TAVERN, carinha francesa com tempero americano

Esta steakhouse agitada e localizada numa simpática e animada área do Greenwich Village é de propriedade de um inglês que também possui outros restaurantes de peso sob seu comando, como o clássico e bem sucedido Baltazar, o Pastis e o Morandi.

Os chefs executivos Lee Hanson e Riad Nasr, que comandam a cozinha do Minetta, já foram sous-chefs do badalado restaurante Daniel, do francês Daniel Bouloud e considerado um dos melhores de NY e do mundo (25ª posição no ranking). Também já passaram pelo Les Halles, de Anthony Bourdain, e pelo Le Cirque, outro francês bem cotado da cidade. O chef de cuisine William Brasile já andou pelo Vale do Loire. Portanto, cozinha competente.

A decoração é linda e lembra as brasseries francesas, com piso xadrez em preto e branco, sofás de couro vermelho e lustres antigos. Uma mistura de quadros preenche as paredes. Na entrada há um bar de madeira e espelho que domina o ambiente. Como o prédio é antigo, da década de 30, e passou por uma grande restauração, o garçom não deixou fotografar o ambiente, então se você ficou curioso é melhor dar uma espiada no site do restaurante.

O menu inclui clássicos americanos. Seguem algumas escolhas testadas.

Delicata Squash, uma salada delícia de abóbora com folhas e queijo brie. Abóbora está na moda no inverno nova-iorquino, presente em grande parte dos pratos.

Mouclade (bouchot mussels, white wine, saffron, curry, crème fraiche), mules em creme de vinho branco, açafrão, curry e creme de leite fresco, acompanhadas de fatias de baguete temperada. Apresentação bacana.

Minetta Burger (with cheddar and caramelized onions), hambúrguer com chedar, cebolas caramelizadas e french fries divinas. E também Oxtail and Foie Gras Terrine, terrine de foie gras com rabo de boi (que, apesar da pegada francesa forte, não empolgou). Essas ficaram sem registro!

Como sobremesa, Chocolat Dacquoise e Warm Hazelnut Crépe.

         

O carro-chefe da casa é o Black Label Burger. Na opinião do especialista em NY Pedro Andrade, do Manhattan Connection, este é o melhor hambúrguer dos EUA, pois é feito com os cortes mais nobres do boi. O teste vai ficar para a próxima.

Lugarzinho perfeito para uma noite animada entre amigos, com boa comida na mesa!

THE MODERN, uma obra de arte gastronômica

A localização não poderia ser mais conveniente e mais charmosa, o MoMa – Museu de Arte Moderna. Nada pode ser mais cosmopolita do que combinar uma ida ao museu com uma excelente refeição.

A entrada é discreta e o grande salão tem decoração moderna, como o contexto pede. A clientela é bonita e elegante. Tudo sofisticado sem ser chato.

Como de costume e já esperado em NY, há um bar movimentado para degustar um Cosmopolitan antes de passar à mesa.

Nossa passagem no The Modern foi para almoço e num dia bastante movimentado, o que infelizmente resultou em algumas restrições de cardápio. Sendo assim, não conseguimos experimentar o menu em toda a sua glória, mas o pouco que pudemos provar atestou a competência dessa cozinha e nos fez querer retornar numa próxima ida à NY.

A cozinha franco-americana está sob o comando do chef Gabriel Kreuther, nascido na Alsácia. Nossas escolhas foram:

Tarte Flambée (Alsatian thin crust tart with crème fraiche, onion and applewood-smoked bacon). Uma descrição pomposa para algo que mais parece uma pizza, não? Parecia ser a melhor pedida do dia, pois estava saindo aos montes da cozinha, então não tivemos dúvida, e não nos arrependemos tampouco. Simplesmente deliciosa a massa fininha e crocante, o creme delicado a base de creme de leite e a combinação imbatível de cebola com bacon defumado, tudo finamente picado e fundido num sabor sem igual.

Warm Lamb and Goat Cheese Terrine (with toasted pistachios and watercress). Uma terrine de cordeiro e queijo de cabra, servida quentinha, com pistaches torrados e saladinha de agrião. Sempre nos sentimos tentados a pedir qualquer prato que contenha queijo de cabra, e essa foi uma combinação perfeita e absolutamente deliciosa.

Como sobremesa, um simples cheesecake. Not. Um cheesecake desconstruído, por favor, pois não precisamos ser assim, tão óbvios.

Pratos simples e muito bem executados que nos fizeram querer retornar para um jantar completo. Para nós, esse foi o melhor restaurante de Midtown.

Comidinhas Imperdíveis

Essas são para degustar entre um passeio e outro. Não podem faltar, porque a baixa gastronomia é vital para desvendar uma cidade pelo estômago!

BURGER JOINT, o nazista do hambúrguer

Depois do fracasso da nossa tentativa de ir ao Soup Nazi, restaurante de sopas imortalizado num dos melhores episódios da extinta série Seinfeld e que estava fechado devido às festas de fim de ano, felizmente (?) encontramos outro nazista para atormentar a nossa refeição.

Localizado dentro do Hotel Le Parker Meridien, chegar até lá é só para quem conhece, ou ao menos estranha a curiosa fila que se forma em torno das gigantescas cortinas vermelhas.

Não custa se informar, e informação é o que não falta para os freqüentadores do lugar: sim, aqui é o Burger Joint, o melhor hambúrguer de Nova Iorque. Alguns hóspedes em check-in vem nos perguntar o que acontece por ali e repetimos o mantra.

Olhamos para o final da fila. Há uma pequena porta junto ao hambúrguer de neon, e quem entra lá não sai. A expectativa aumenta.

Ao nos aproximamos da porta, um pequeno cartaz dá as instruções: chegue ao caixa sabendo o que quer, tenha troco à mão e ao fechar o pedido vá para a direita! Esse seria um bom momento para brasileiros mal-acostumados a mudanças de cardápio, indecisões e muitas dúvidas reavaliarem suas intenções de seguir com a empreitada.

Para facilitar nossa vida, decidimos ir de hambúrguer completo, fritas e refrigerante. Como é bom não ser chato pra comer.

O lugar é minúsculo e apinhado de gente. Na decoração, simples e totalmente informal, predomina a madeira e há muitos posters recobrindo as paredes.

A muito custo conseguimos uma pontinha de mesa para garantir um pouco de dignidade à refeição. Ali é preciso brigar pelo seu espaço (mas sem perder a ternura)!

O hambúrguer é uma delícia sim. Comemos tão rápido que nem nos lembramos do registro fotográfico. Mas fica a questão: o quão bom pode ser um hambúrguer? Não conhecemos essa fronteira então não nos aventuramos a emitir mais opiniões. É bom, e a experiência bem interessante. Valeu!

MAGNOLIA BAKERY, na onda de Sex and The City

Bastou a personagem Carrie de Sex And The City aparecer num dos episódios da série degustando cupcakes dessa doceria para que a iguaria ganhasse o mundo e se tornasse cult no território das guloseimas. Então vá lá: em Paris, comemos macarons; em Nova Iorque, cupcakes.

Estávamos curiosos para comer estes cupcakes. No Brasil eles não são, bem, o bicho. São normalmente mais bonitos de se ver do que de se comer. Inconformados e perseverantes em encontrar um cupcake digno de nota, decidimos tirar a prova.

Há várias filiais da Magnolia Bakery espalhadas por NY. A matriz, na Bleecker Street, é garantia de fila na porta (assim como a Ladurée em Paris). Então escolhemos a filial da Grand Central Station, onde fomos atendidos rapidamente.

De quebra, ainda pudemos observar as doceiras em plena ação. Gostoso isso, dá uns ares de coisa caseira.

A véspera do Ano-Novo nos inspirou a pedir o temático, além do imprescindível de chocolate. Também pedimos o não menos famoso banana-pudding, muito bem recomendado pela Didi Wagner no seu guia “Minha Nova York”.

Delícia para degustar na calma e na paz do quarto do hotel.

        

Veredito: delícia pura! Os bolinhos são macios e as coberturas leves, ainda que um pouco doces demais para o nosso paladar. Lamentamos informar, são mais gostosos que os brazucas. E o banana-pudding? Maravilha! O doce é um misto de wafers, creme de baunilha e pedaços de banana, para comer de colher, geladinho e nunca mais esquecer o sabor. Só assusta um pouco o tamanho da embalagem, mas tudo bem; comemos em dois rounds.

Jacques Torres, o Willy Wonka francês que conquistou a América

Ele veio da França e, empreendedor que é, conquistou NY com seu chocolate e roubou para si o título de Willy Wonka. Tornou-se milionário.

Mas não se enganem, ele é francês e o chocolate é gourmet. Lá dá para encontrar aqueles maravilhosos carrés de chocolate, os quadradinhos tão típicos de Paris.

Essa é só uma nota para lembrar que muitos chocolatiers de peso estão presentes na cidade, então quem é fã de chocolate não pode perder essa oportunidade!

E esse foi nosso tour gastronômico pela Big Apple, encerrando a série de posts sobre a cidade. Agradecemos a companhia dos queridíssimos amigos Cris e Michael, que toparam a aventura de conhecer um restaurante novo por dia e deram mais sabor à nossa viagem! Thanks, guys!

 Maiores Informações:

Reserve sua mesa em NY – Open Table

Spice Market

Market Table

Minetta Tavern

The Modern

Burger Joint

Magnolia Bakery

Jacques Torres

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The Muse – um hotel boutique pertinho da Times Square

No post anterior, citamos o hotel que foi a nossa escolha, e também a de Lady Gaga, para o fim de ano.

Trata-se de um 4 estrelas localizado a uma quadra da Times Square, no centro do Theatre District de Manhattan. É um empreendimento da Kimpton Hotels, o grupo pioneiro no conceito de hotéis boutique nos Estados Unidos.

Já no hall observamos a decoração sofisticada, com cores sóbrias.

Lustres gigantescos dominam o saguão e não passam despercebidos.

Os corredores que conduzem aos quartos não são nada entediantes. Gostamos da atenção dispensada a esse ambiente tão normalmente menosprezado.

A decoração mora nos detalhes. A mistura de objetos modernos com antigos é sempre bem sucedida.

Os quartos são surpreendentemente grandes para uma cidade como NY. A paleta em preto e branco ganha toques de dourado e prateado e é quebrada por algumas estampas bem escolhidas.

A cama king-size é vestida com lençóis da grife Frette, 100% algodão egípcio (os mesmos utilizados no Ritz). Luxo na hora de dormir, afinal é o mais importante quando estamos fora de casa!

Os objetos de decoração vão desde clássicos bustos gregos…

…Até posters de arte contemporânea. Gostamos dessa mistura.

         

O exemplar diário do The New York Times é garantido, bem como uma aconchegante chaise-longue aos pés da cama para desfrutar da leitura.

Nos armários uma pequena extravagância: roupões em animal-print de zebra. Os mesmos usados pelos já citados dançarinos de Lady Gaga.

TV de LCD 37″, MP3 docking-station, DVD e frigobar nervoso (daqueles que registram a compra quando se move qualquer coisa de lugar) complementam o pacote do quarto.

O banheiro é todo de mármore, um tanto old style.

A internet Wi-Fi não é gratuita, a menos que você se torne um membro do programa de fidelidade da Kimpton Hotels. Não custa nada e é claro que vale a pena!

O café da manhã é… somente café. Se você é descolado o suficiente vai procurar a Starbucks ou a Le Pain Quotidien mais próxima, evidentemente! Ou também pode optar por pagar à parte a refeição no NIOS, o bar/lounge/restaurante anexo ao hotel. A parte bar/lounge está sempre movimentada e é um lugar perfeito para aquele drink no final do dia (ou início da noite, afinal estamos em NY); até showzinho de jazz presenciamos por ali. Não testamos o restaurante, mas parece ser uma opção interessante (entre tantas nessa cidade).

E não poderíamos deixar de citar os banheiros junto ao hall principal. Simplesmente os mais incríveis que já vimos.

Cada porta tem um sentimento gravado e a decoração interna acompanha a idéia. Irresistível, tem que abrir todas e se deixar surpreender.

Glam

Glam

Passion

Passion

Rebel

Rebel

Outros serviços que não testamos devido à nossa correria turística, foram o Fitness Center e o In-Room Spa (uma massagem “a domicílio” não iria nada mal).

O atendimento é correto. Há serviço de concierge para auxiliar no que for preciso; nós, viajantes independentes que somos, só precisamos de ajuda com um transfer de última hora para o nosso Off Broadway em Chelsea. Funcionou perfeitamente. As reservas de restaurantes fizemos com antecedência e por conta própria pelo excelente site Open Table.

Nós gostamos bastante e voltaríamos com certeza. A avaliação deste hotel no Tripadvisor também é excelente. Recomendamos especialmente para uma primeira visita a Nova Iorque ou para quem não abre mão da comodidade de estar pertinho de tudo que acontece em Midtown, a parte mais vibrante de Manhattan. Dá para ir a pé nos shows da Broadway e está a uma curta corrida de táxi de Greenwich Village e Meatpacking District, as melhores regiões de restaurantes da cidade.

Por enquanto, este hotel possui um ponto negativo: é vizinho da construção de um Hyatt. Felizmente o barulho só nos incomodou por uma manhã, pois iniciava o feriado de final de ano. Mas é bom certificar-se de não ficar com um quarto voltado para essa construção, pois ali o batente começa cedo e é ensurdecedor, apesar das janelas com isolamento acústico. Que termine logo!

Maiores Informações:

The Muse Hotel

Kimpton Hotels

NIOS Restaurant

Reviews – Tripadvisor

Preços e Reservas – Booking

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Aventuras e desventuras de um Reveillon na Times Square

A decisão de passar o Reveillon em Nova Iorque, em plena Times Square, não é nada fácil. Não há pessoa, ou guia, ou blog, que te deem força nessa empreitada! Mesmo assim, a vontade de conhecer uma das maiores festas do planeta era grande, e lá fomos nós. Ao menos uma vez na vida. Não mata não!

A região nessa época literalmente ferve. A Times Square fica absolutamente lotada dia e noite, é algo impressionante e até mesmo assustador se você não se sente confortável com multidões.

Cartaz de filme no metrô - muito apropriado para o momento!

Cartaz de filme no metrô - muito apropriado para a data!

Na manhã do dia 31 muita coisa acontece. As pessoas já começam a se dirigir para o local mais próximo possível do palco onde ocorrerão diversos shows e a famosa bola descerá. O policiamento, que já é bastante forte por aqueles dias, fica ostensivo. Em cada quadra no entorno da Times Square se vê grupos de policiais; dali a algumas horas eles começarão a fechar todas as quadras que dão acesso ao local da festa com barricadas.

Aí é que está. Só poderá entrar quem for hóspede de hotel ou tiver reserva num dos restaurantes da área (e puder comprovar isso, evidentemente). O resto não passa mesmo, nem se disser chorando que a avó está doente. É preciso mostrar a chave ou cartão do quarto, ou a reserva impressa do restaurante.

Diante desse cenário, o turista que quiser virar o ano em Times Square tem duas opções:

1 – Chegar ao local o mais cedo possível e encarar no mínimo 10 horas em pé, sem direito a banheiro público e comidinhas e bebidinhas de rua. Não existem banheiros químicos e a única opção são os banheiros do Times Square Visitor Center ou do Mini-Museum, mas eles fecham cedo. Vendedores ambulantes não são permitidos, então nada de cachorro-quente, espetinho e caipiroska como no Brasil! Só indo em restaurante mesmo.

2 – Planejar a noite com bastante antecedência, reservando hotel e restaurante em Times Square ou bem perto dali. A parte do hotel nós cumprimos; escolhemos o The Muse Hotel, um hotel boutique estrategicamente localizado a duas quadras da Times Square. Restaurante nós não reservamos, pois não imaginávamos o quanto seria necessário. Hoje tentaríamos o Bubba Gump Shrimp, o restaurante temático do Forrest Gump, que tem uma comida deliciosa (talvez a melhor entre os mal afamados restaurantes dali), um ótimo astral e uma boa vista da praça (para quem conseguir uma mesa na janela).

A nossa experiência – o Plano B

Sem querer abrir mão da nossa programação e do jantar com amigos queridos que estavam na cidade, acabamos voltando para o hotel às 21:30. Mostramos o cartão magnético do hotel na barreira policial, e nos deixaram acessar a nossa rua. No entanto, a esquina com a Times Square estava fechada e não pudemos passar. O The Muse fica na 46th, e a rua dá praticamente direto no palco montado na praça.

Como a nossa rua tinha alguns restaurantes, estava bem movimentada e o astral era bom, cheio de turistas estrangeiros e locais. Mais movimentado ainda estava o saguão do nosso hotel. O maior burburinho e muitas câmeras fotográficas a postos. Sem ter certeza do que estava acontecendo, também nos preparamos.

Nossa desconfiança se confirmou! A estrela da festa estava hospedada lá: Lady Gaga! Pertinho da meia-noite começa o desfile do staff da popstar: produtores, dançarinos, figurinistas. Totalmente show business. E nós, os paparazzi.

Alguns minutos depois, surge a própria estrela. Aqui quebramos nossa política de somente publicar fotos boas e pedimos a compreensão e o voto de confiança do leitor: aquela pessoa baixinha e de óculos escuros completamente borrada na foto É a Lady Gaga! Passando como um raio, cercada de quatro guarda-costas, em direção ao carro que aguarda para conduzi-la por apenas uma quadra, e com direito a escolta policial.

Lady Gaga rumo ao seu pocket show em Times Square

Lady Gaga rumo ao seu "pocket show" em Times Square

Fãs acompanham a saída de Lady Gaga do hotel

Fãs acompanham a saída de Lady Gaga do hotel

É pela nossa rua que transitam carros que levam e buscam os participantes do show, entre eles o prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg.

Que celebridade estará dentro do carro preto?

Que celebridade estará dentro do carro preto?

Enquanto isso, a festa está bombando bem ali pertinho, em Times Square.

Usuários do Twitter e do Instagram são convocados a participar com seus tweets e fotos de Ano-Novo.

       

Enfim, meia-noite! Cai a bola, vem a chuva de papel picado e 2012 começa. Tudo isso ao som familiar de New York, New York.

Virada do ano e chuva de papel ao som de Sinatra - emocionante!

Virada do ano, chuva de papel e Frank Sinatra - emocionante!

Até os policiais descontraem um pouco e posam para fotos com os revellers. Afinal, o Reveillon foi um sucesso!

 

Meia-noite e quinze, fim da festa. Mas ninguém parece muito afim de ir embora. Nós continuamos a noite no bar do hotel – uma ótima pedida.

Se foi ou não foi roubada? Um pouco. Teve o stress do fechamento das ruas, a incerteza sobre conseguir ou não retornar ao hotel, não vimos a dita bola descer. Mas foi completamente diferente de qualquer outro Reveillon: nos sentimos completamente seguros com o policiamento, ficamos “cercados” mas no meio de muita gente bacana, não precisamos ficar 10 horas de pé e de quebra vimos a estrela da festa mais de perto que qualquer pessoa que estivesse na praça. E a chuva de papel picado é para todos.

Dito isso tudo, tire suas próprias conclusões. Nós que não somos exatamente fãs desse tipo de festa, podemos dizer que é bem emocionante. And… Been there, done that!

Plano C

E se tudo der errado e você não conseguir chegar nem perto da Times Square, mas ainda quiser um astral de festa de rua, tem como opção o Rockefeller Center, não muito longe dali. Muita gente fica por lá e o astral é ótimo… excelente plano C!

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NYC – As maiores atrações de Downtown

Nosso passeio a Downtown, ou Lower Manhattan, teve dois objetivos bem específicos: Estátua da Liberdade e Ponte do Brooklyn, ambos localizados no Financial District.

Mas Downtown não abrange somente o Centro Financeiro; a região abriga ainda os bairros de SoHo, Tribeca, Chinatown, Little Italy, West e East Village, entre outros. São bairros de características bem distintas que não pudemos apreciar desta vez.

Era no Financial District que estavam localizadas as Torres Gêmeas do World Trade Center. A visitação do Memorial que hoje existe por lá não é tão simples e requer planejamento; deve ser reservada pelo site e é sujeita à disponibilidade de datas e horários. Durante a nossa estada, a única data disponível era justamente na noite de Reveillon; por motivos óbvios abrimos mão da visita. Mas, de longe, registramos os progressos da construção da nova torre.

One World Trade Center - ainda em acabamento

One World Trade Center - ainda em construção

Essa nova torre terá 104 andares e quando concluída será o prédio mais alto dos EUA.

Mais adiante, no cruzamento entre a Wall Street e a Broadway, está a Trinity Church, uma igreja anglicana. Sua arquitetura é um exemplo clássico do estilo neogótico, similar ao de Westminster.

Trinity Church e seu cemitério

Trinity Church e seu cemitério

Nos ataques do 11 de setembro, muitas pessoas se refugiaram da imensa nuvem de pó dentro da igreja.

Prédios elegantes e imponentes no Financial District

Prédios elegantes e imponentes no Financial District

Numa proposta diferente, é possível se hospedar em prédios de antigos bancos. Foi o que nossos amigos, que também estavam em NYC, fizeram. O apartamento onde eles ficaram tem ótimo tamanho e decoração moderna e sofisticada. Eles puderam até visitar o antigo cofre do banco.

Em seguida encontramos dois outros dois ícones do Centro Financeiro.

A New York Stock Exchange é a maior Bolsa de Valores do mundo. Em estilo neoclássico, possui seis colunas coríntias na sua fachada, e no seu topo um frontão em mármore com esculturas em alto-relevo que representam a integridade protegendo o trabalho humano. O prédio é considerado monumento histórico.

New York Stock Exchange - a Bolsa de Valores

New York Stock Exchange - a Bolsa de Valores

O Charging Bull é um dos pontos turísticos mais difíceis de fotografar de todos os tempos. Os turistas disputam acirradamente cada metro quadrado ao redor da escultura em busca dos melhores ângulos para fotos ou para simplesmente tocá-lo, pois dizem que dá boa sorte para quem se aventura no mercado financeiro. Esculpido em bronze e pesando cerca de três toneladas, é o símbolo da força, do otimismo financeiro e da prosperidade.

Charging Bull - o famoso touro de Wall Street

Charging Bull - o famoso touro de Wall Street

Durante o movimento Occupy Wall Street, o touro foi cercado por grades e monitorado 24 horas por dia pela polícia. Todo o cuidado que o maior símbolo de Wall Street merece.

E finalmente chegamos ao Battery Park, que fica bem na pontinha sul da Ilha de Manhattan. A primeira coisa que avistamos é o memorial The Sphere, uma esfera de aço e bronze que originalmente estava na fonte do antigo World Trade Center, com uma pequena chama eterna ao lado.

The Sphere - mais uma lembrança triste

The Sphere - mais uma lembrança triste

Concebida pelo artista alemão Fritz Koenig como um símbolo de paz mundial, ela foi resgatada dos escombros das torres e colocada provisoriamente, sem nenhum restauro, no Battery Park. Uma ironia do destino. Hoje ela simboliza esperança e o espírito indestrutível do povo americano.

Nós vimos muitos turistas passando batido pelo monumento, pois realmente não é um lugar bonito. Mas ao avistarmos as guirlandas de flores aos pés da esfera, percebemos que havia algo de especial por ali.

É do Battery Park que saem os ferry-boats para a Estátua da Liberdade e Ellis Island, mais exatamente de Castle Clinton, um forte localizado junto ao parque que jamais cumpriu sua função, mas já serviu como centro de imigração e casa de ópera. Enquanto aguardamos na fila, apreciamos a atmosfera portuária do lugar.

     

Como quase tudo em cidades muito turísticas, é bom comprar com antecedência o ticket ou então utilizar o City-Pass, que garante uma redução no tempo de fila. Em tempo, o nível de segurança é similar ao de aeroporto, mas funciona bem.

Táxis amarelos até no rio Hudson!

Táxis amarelos até no rio Hudson!

Uma vez dentro do ferry, é bom dar preferência para a área externa para conseguir tirar boas fotos na aproximação com a estátua.

Liberty Island

Liberty Island e a estátua - "a liberdade iluminando o mundo"

A travessia é curtinha e em seguida já desembarcamos na Liberty Island.

Podemos enfim conferir de perto os detalhes daquela que é uma das estátuas mais famosas do mundo. Em estilo neoclássico e da autoria do escultor francês Frédéric Auguste Bartholdi, foi um presente da França para os EUA em 1886 para celebrar a fraternidade entre os dois países.

   

A altura total é de 93 metros. É possível subir até a coroa (com o devido planejamento, of course). Nós nos contentamos em ficar pela base mesmo, curtindo a única coisa que se tem para fazer na ilha: apreciar a vista.

Skyline de NYC - One World Trade Center à esquerda

Skyline de NYC - à esquerda, One World Trade Center

Vale a pena o passeio. Olhar de perto a estátua tem outro significado. Antes de ir embora, uma rápida passada pela lojinha pega-turista que vende, é claro, miniaturas da estátua.

Tomamos o ferry de volta, mas antes ele faz uma parada em Ellis Island; a maioria das pessoas desce ali, mas nós seguimos de volta para Manhattan.

Do ferry admiramos o prédio principal, em estilo renascentista francês, que hoje abriga o Museu da Imigração; a ilha era antiga porta de entrada de imigrantes que vinham para a América. Também serviu de prisão durante a Segunda Guerra Mundial.

Ellis Island - Museu da Imigração

Ellis Island - Museu da Imigração

De volta ao Battery Park. Para nossa alegria, o céu começa a ficar mais azul.

Tomamos a rota em direção à Brooklyn Bridge.

Estação de metrô mais próxima à Brooklyn Bridge, a partir de Manhattan

Estação de metrô mais próxima à Brooklyn Bridge, a partir de Manhattan

Mais um entorno com prédios altíssimos e nada discretos

Região próxima à Brooklyn Bridge - mais um entorno com prédios altíssimos e nada discretos

Seguimos as placas a partir da estação e em alguns minutos já estamos sobre a ponte mais famosa e cultuada de NYC, que liga os distritos de Manhattan e Brooklyn.

Ponte do Brooklyn - na parte central há um caminho exclusivo para pedestres e cicilistas

Ponte do Brooklyn - na parte central e elevada há um caminho exclusivo para pedestres e ciclistas

Em estilo neogótico, foi a primeira ponte de aço suspensa do mundo e levou 13 anos para ser construída. Seu comprimento é de 1.864 metros, uma boa caminhada para quem quiser cruzá-la.

A sua construção teve um fato interessante: a maior parte dos trabalhos foram conduzidos por uma mulher, Emily Warren Roebling. Seu marido, o engenheiro encarregado da obra, adoeceu logo no início dos trabalhos e ela tornou-se responsável pela intermediação entre ele e os engenheiros, políticos e demais envolvidos. Ela dedicou-se tanto à empreitada, aprendendo inclusive cálculo, propriedades dos materiais e outros assuntos relativos à matéria, que muitos imaginaram que ela era o cérebro por trás dessa verdadeira obra de arte. Isso lá em 1870. Quanta fibra!

Fazemos algumas paradas para registrar a vista.

Vista da ponta sul de Manhattan

Vista da ponta sul de Manhattan

Vista do centro de Manhattan - Empire State e Chrisler Building

Vista do centro de Manhattan - Empire State e Chrisler Building

Vista de Manhattan Bridge

Vista da Manhattan Bridge

Quase chegando ao nosso destino, a indicação no chão não deixa dúvidas de que estamos na divisa oficial.

Chegando no Brooklyn, fazemos uma pausa para café num lugar que bem poderia ser cenário de Seinfeld. E tomamos nosso caminho de volta para Manhattan… dessa vez de metrô, pois andar mais dois quilômetros de volta não é brinquedo.

Quando voltarmos lá, faremos diferente. O ideal para este passeio é ir de metrô direto até o Brooklyn e descer próximo ao Brooklyn Bridge Park, de onde se pode registrar a vista clássica da ponte com o skyline de Manhattan ao fundo. Depois voltar a pé pela ponte, admirando a melhor vista. E de preferência, se não for pedir muito, que seja num fim de tarde!

Maiores Informações:

9/11 Memorial

Estátua da Liberdade e Ellis Island

Brooklyn Bridge Park

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Mais NYC – O Central Park e o seu entorno

Quando olhamos um mapa de NYC, não há como não se surpreender com a imensa área verde no Centro de Manhattan, mais precisamente 341 hectares, localizada entre os bairros Upper East Side e Upper West Side.

Não dá para subestimar o Central Park. Imagine ele como o Louvre dos parques; planejar é preciso. Há uma infinidade de pontos de interesse arquitetônico, locações de filmes, espaço para se exercitar, espaço para fazer nada, muita beleza natural e até um museu de arte!

E não bastassem todos os seus atrativos, a cada estação o parque muda de cara e de humor. Um lugar para visitar e se encantar sempre.

Upper East Side

O UES é o lado que concentra as mundialmente conhecidas Quinta Avenida, Madison Avenue e Park Avenue, então já dá para ter uma idéia da cara (exclusiva) que tem esse bairro: ali está o metro quadrado mais caro de NY.

Nós fomos de metrô até uma estação pertinho da Park Avenue e viemos caminhando até a Quinta Avenida, curtindo a atmosfera sofisticada do lugar.

        

Essas flores que mais parecem legumes colorem os canteiros em pleno inverno

Purple Cabbage Flower - flores de repolho (!) dão vida e cor aos canteiros nas ruas

Aquele trecho da Quinta Avenida, bem coladinho no Central Park, ganha o nome de Museum Mile, tendo como seus maiores representantes o Guggenheim e o MET.

O The Guggenheim é outro museu de arte moderna e contemporânea, mas sem dúvida o que mais impressiona é a sua arquitetura arrojada, concebida pelo genial arquiteto Frank Lloyd Wright. É considerado um dos mais importantes monumentos arquitetônicos do século XX.

Na frente do Guggenheim, atravessamos a avenida e já estamos num dos acessos ao Central Park.

Exatamente ali está o Jacqueline Kennedy Onassis Reservoir, um lago de 43 hectares que conta com uma vista incrível dos prédios do Upper West Side. A mesma vista responsável pela alegria dos afortunados moradores do bairro e pelo sobrepreço dos apartamentos da região.

A pista que contorna o Reservoir é onde os nova-iorquinos chiques e elegantes fazem a sua caminhada ou corrida diária. Vai que você encontra o Bill Clinton, a Madonna ou a Sarah Jessica Parker por ali em seu momento fitness…

Saímos caminhando a partir dali e em poucos minutos já nem lembramos mais que estamos numa cidade frenética como essa. Paz total. E, por sorte, um lindo e friozinho dia de sol.

Passamos por caminhos bucólicos, com pouca gente à vista.

As árvores estão completamente secas, o que facilita a visualização de esquilos.

O que pode tomar um longo tempo do seu dia se você gostar do bichinho, pois há verdadeiras comunidades deles por ali e parecem nem mais se importar com a presença humana. Fazem poses incríveis para as fotos.

   

Não bastasse o Central Park ser o que é, ele ainda abriga um dos maiores museus de arte do mundo, o MET – Metropolitan Museum of Art. O prédio, em estilo neoclássico, é ponto cultural obrigatório da cidade.

A coleção de arte egípcia do MET é a maior fora do Cairo. A atração mais popular é o Templo de Dendur, construído pelo imperador Augustus em homenagem à deusa Isis.

Galeria de Arte Egípcia - Sackler Wing - Templo de Dendur

Galeria de Arte Egípcia - Sackler Wing - Templo de Dendur

Presente do governo egípcio, o templo foi completamente desmontado do seu local original, na Nubia, e remontado numa ala especial do museu.

  

O templo estava ameaçado pelas constantes inundações do Lago Nasser e hoje está a salvo em NY, para deleite dos admiradores do Egito antigo.

         

O acervo de pintores europeus também é um dos maiores do mundo e conta com nomes como Renoir, Veronese, Matisse, Vermeer.

Study of a Young Woman - Johannes Vermeer

Galeria de Pinturas Européias - Study of a Young Woman - Johannes Vermeer

Galerias de esculturas e artes decorativas como esta mostram seleções de móveis, objetos decorativos, esculturas e pinturas de um mesmo local e época: aqui, a Inglaterra da metade do século 18 até o início do século 19.

Uma das alas do MET

Galeria de Esculturas Européias e Artes Decorativas - Heathcote Gallery

Aqui um exemplar de vaso de jasperware, pedra polida que já foi confundida com um tipo de porcelana, em sua cor mais clássica que se tornou conhecida como Wedgwood Blue.

Vase with Cover - John Flaxman

Vase with Cover - John Flaxman

Noutra galeria perto dali uma escultura de bronze italiana nos chama a atenção: poderia ter servido de inspiração para o logotipo da Starbucks? Inevitável a comparação!

Siren - escultura de bronze italiana

Galeria de Esculturas Européias e Artes Decorativas - Siren - século 16

Ainda há alas dedicadas à arte da África, Ásia, Oceania e Américas, armas e armaduras, esculturas, fotografias, entre outros. Ou seja, acervo suficiente para muitas imersões no museu; planejamento do que se pretende ver é essencial.

Galeria de Armas e Armaduras

Galeria de Armas e Armaduras

E claro que o museu em si tem seus encantos, como este amplo e claro jardim interno repleto de esculturas…

…Como esta, magnificamente esculpida em um bloco único de mármore.

Na saída registramos a cena do comércio ao ar livre, com vendedores ambulantes oferecendo cópias de diversos quadros do museu. Vale a pena dar uma olhada.

E retomamos a rota por dentro do Central Park. Primeiro passamos pelo The Loeb Boathouse, um icônico restaurante no meio do parque e junto ao lago, que além de servir refeições em um agradável ambiente envidraçado, também viabiliza passeios de barco e de gôndola.

Impossível imaginar porque alguém pagaria 150 dólares para andar de gôndola em qualquer lugar que não fosse Veneza… o barquinho parece uma opção bem mais nova-iorquina-turística.

Seguimos pelo contorno do The Lake e chegamos à Bethesda Fountain, que possui uma escultura de bronze em estilo neoclássico chamada Angel of Waters.

Se você cansou de caminhar, pode fazer um tour de riquixá, conhecidos aqui como pedicabs. Os passeios podem durar de 1 a 4 horas e os guias parecem bem empolgados em mostrar os pontos turísticos do parque.

Outra forma mais old style de circular pelo parque são os passeios de carruagem. Esses são curtinhos, com duração de 45 minutos, mas parecem meio monótonos, pois as carruagens andam devagar, enfileiradas, como se fosse uma espécie de parada. Mas se você curte, vá em frente!

E é claro que as boas e velhas bikes também estão à disposição por lá. Dá para alugar por conta ou contratar um tour temático de Arte & Arquitetura ou Cinema & TV (passando pelas mais famosas locações de filmes e de séries televisivas), com duração de 1 ou 2 horas. Essa nós não fizemos, mas da próxima vez não escapa!

Atrações e atividades à parte, o Central Park também pode ser um lugar bastante contemplativo, bom para passar o tempo na melhor companhia que existe: nós mesmos.

        

Central Park com neve

Se por um lado não está fazendo o frio habitual da época, por outro lado deixamos de ver a neve que deixa o Central Park tão encantador no inverno. Não se pode ter tudo nessa vida, não é mesmo?

Mas felizmente temos o registro de uma viagem anterior, com o parque após uma boa nevasca.

Os caminhos solitários…

Arte e arquitetura adquirem maior dramaticidade…

Os poucos animais que se animam a dar as caras com tanto frio enchem de cor e alegria o cenário branco…

  

Reina a paz.

The Lake... congelado

The Lake... congelado

Sinistra mesmo fica a famosa escultura de Alice no País das Maravilhas. Mas felizmente no verão ela fica bem mais simpática!

Upper West Side

Outra forma interessante de chegar ao Central Park é pela Columbus Circle, no UWS. Trata-se de uma famosa rotatória cujo nome homageia Cristóvão Colombo. Mas o que chama a atenção por ali mesmo é o globo de aço localizado em frente à Trump Tower, que é vizinha da Time Warner.

      

Estando por ali é só atravessar a rua e acessar o parque por uma de suas principais entradas, Merchant’s Gate.

Não sem antes observar os detalhes da escultura que fica bem ali. O The Maine Monument, em estilo Beaux-Arts e todo em mármore, homenageia os mortos na batalha naval do Maine com suas figuras mitológicas que representam Vitória, Paz, Coragem, Força e Justiça.

Ou dar uma explorada na região, que é bem agradável por sinal.

Uma das ruas do Upper West Side

Uma das ruas do Upper West Side

Bem próximo à Columbus Circle, na Columbus Avenue, fica o Lincoln Center, um verdadeiro complexo voltado às artes, seja pelas organizações que abriga (Filarmônica, Ballet, Opera), seja pelo intenso calendário cultural (dança, música, teatro, cinema, semana de moda). Entretenimento de alto nível. Esse é o tipo de coisa que diferencia uma metrópole de uma mera cidade grande.

Lincoln Center - cenário de Cisne Negro!

Lincoln Center - cenário de Cisne Negro!

E pertinho do Lincoln Center, na Broadway, tem uma loja Bed, Bath and Beyond. Para uma pausa de compras de artigos de cama, mesa, banho e muito, muito mais. Na verdade ela é um pouco diferente do que imaginávamos: menos sofisticada, muito mais sortida. Um verdadeiro delírio para housewifes.

Desse lado do parque tem museu também. A partir do Lincoln Center, são cerca de 12 quadras até o American Museum of Natural History. É um programa imperdível especialmente para adoradores de dinossauros; a coleção de fósseis vertebrados é a maior do mundo.

Tiranossauro-Rex

Fossil Halls - Tiranossauro-Rex

Esqueleto de mamute

Fossil Halls - Mamute

Também possui  a mais completa exposição do país sobre a história do Homo Sapiens,  no Hall of Human Origins.

  

Do Upper West ao Upper East

Mas se museu não for a pedida, a uma curta caminhada a partir da Columbus Circle já estamos de volta ao Upper East Side, justamente na Quinta Avenida e num ponto que concentra lojas interessantes como a Bergdorf & Goodman (uma das lojas de departamentos mais sofisticadas e caras da cidade), a Fao Schwarz (de brinquedos cobiçados até por gente grande) e a Apple Store, que dispensa apresentações.

Barbie Foosball Table - edição limitada na Fao Schwarz, pela bagatela de 29 mil dólares! (Charlie Sheen já comprou a sua)

Barbie Foosball Table - edição limitada na Fao Schwarz, pela bagatela de 25 mil dólares! (Charlie Sheen já comprou a sua)

Depois que você cansar de tanto agito, nada mais justo que um tradicional chá da tarde no The Plaza, ícone de luxo na cidade, no melhor estilo Sex and The City.

Por cerca de 40 dólares você passará um momento inesquecível no The Palm Court, um amplo e refinado espaço tropical-chic, completamente decorado com palmeiras.

Reservar é absolutamente necessário, por favor. Mas você merece!

Maiores Informações:

Central Park

Solomon R. Guggenheim Museum

MET – Metropolitan Museum of Art

American Museum of Natural History

Lincoln Center

The Plaza

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Sleep No More – o Off Broadway intrigante que está agitando NYC

Espetáculos Off Broadway, como o nome já diz, estão fora do circuito da Broadway. Alguns são bastante conhecidos, como o Blue Man Group e o Stomp. Mas outros são mais alternativos.

O Sleep No More é uma iniciativa de uma troupe inglesa de teatro chamada Punchdrunk e está sendo um grande sucesso em NY, com críticas positivas do New York Times, New York Post, New York Magazine e Time Out, entre outras  (outras nem tanto, já que nada é unanimidade nessa vida). A temporada já foi prorrogada diversas vezes.

O espetáculo acontece num antigo hotel em Chelsea, rebatizado como  McKittrick Hotel. Não há placas por lá, apenas uma fila que aguarda o momento de entrar, e nosso motorista pergunta se é ali mesmo que queremos ficar. Respondemos que sim.

Finalmente a porta se abre e somos conduzidos à chapelaria. Devemos deixar os casacos e todos os nossos pertences ali (atenção, não leve celular ou objetos de valor se não tiver um bolso para carregá-los durante a peça).

Seguimos por um túnel escuro e levemente serpenteante e uma porta se abre. É um túnel do tempo, pois agora estamos no bar-lounge do McKittrick Hotel, o Manderley, nos anos 30. Tudo está perfeitamente caracterizado; a atmosfera é enfumaçada e vemos algumas pessoas sentadas em mesas, outras escoradas no bar e um suposto anfitrião no palco, falando pausadamente num reluzente microfone prateado. Duas hostess enigmáticas nos oferecem taças de espumante para relaxar (pagas à parte) e nos entregam duas cartas de baralho. A tensão aumenta.

Após alguns minutos, nosso anfitrião nos convida a olhar nossas cartas e pede aos portadores de um determinado naipe para se dirigirem para o elevador que conduzirá aos recintos do hotel. Nós temos naipes diferentes mas decidimos blefar. Separação não é uma opção nesse momento.

Antes de adentrar o elevador, recebemos máscaras venezianas brancas, clássicas, e somos instruídos a usá-las durante todo o tempo em que estivermos no hotel, bem como permanecermos absolutamente calados.

O elevador sobe e faz sua primeira parada. As portas se abrem e somos convidados a sair. Após a primeira pessoa sair do elevador, o ascensorista barra a saída dos demais com o braço, esboça um sorriso enigmático e nos diz que a experiência no hotel é mais completa quando se está sozinho. A tensão sobe nas alturas.

E então chegamos ao nosso destino, o quinto andar. A partir dali somos livres para explorar todos os 100 (!) cômodos de todos os andares durante cerca de três horas, se assim quisermos. É permitido tocar em tudo, inclusive abrir e remexer gavetas, examinar documentos; só não é permitido tocar nos atores. Isto é teatro de imersão.

A história

A história é baseada em MacBeth, de Shakespeare. Mas de forma alguma é linear, pois o expectador pode optar por seguir um único ator durante todo o tempo ou então todos aqueles que lhe parecerem interessantes. É importante ter em mente que essa é uma peça onde pouco importa o desfecho ou a compreensão de toda a história; o que importa é a experiência em si.

Se você gosta de suspense, um toque macabro, uma pitada de voyeurismo, um ar de pesadelo e as obras de Hitchcock e Kubrick, vai adorar o SNM. Ali você é transportado para dentro de um filme noir: ambientes decorados com detalhes, levemente bagunçados, mal iluminados;  música de antigas vitrolas que tocam sem parar; atores perturbados vivendo suas histórias que incluem paixão, medo, sofrimento, sexo, violência.

Enquanto observamos uma cena, observamos também a audiência. Lembra bastante o filme “De Olhos Bem Fechados”, todas aquelas pessoas com máscaras ao redor dos atores, quietas, observando. Fascinante. De repente passa algum ator correndo e diversos expectadores mascarados correndo atrás, e mais alguns decidem segui-los. Engraçado. Se você optar por interagir com algum ator, extendendo-lhe a mão ou demonstrando muito interesse no que ele está fazendo, pode ser abduzido. Assustador.

O expectador do SNM deve esperar cenas de nudez, violência e danças coreografadas; deve estar preparado para cenários que incluem hospitais psiquiátricos, caminhos escuros, cemitérios; e para cenas clássicas em banheiras. Se você souber o que pode encontrar e a perspectiva lhe parecer interessante, compre o ticket e não se arrependerá! Caso contrário, escolha algo mais comportado como Rei Leão ou Mary Poppins.

Manderley e muito jazz

Após quase três horas de exploração e muitas emoções, somos todos conduzidos a uma espécie de anfiteatro para o ato final, que reúne todos os atores.

Quando pensamos que acabou, nos vemos novamente no bar-lounge, onde está acontecendo um excelente e animado show de jazz.

Stella Sinclair (nome fictício) encerrando a noite no Manderley

Como o Sleep No More caiu no gosto do pessoal do show business (aparecendo inclusive num episódio de Gossip Girl), não é raro ver gente famosa por lá. A lista é grande e inclui Natalie Portman, Matt Damon, David Byrne, Daniel Radcliffe, Kim Katrall, Tyra Banks, Amy Adams, Orlando Bloom e Justin Timberlake, entre outros. Parece bem claro que as celebridades são atraídas pelo formato “uma noite de anonimato”. Na nossa noite, estavam por lá Dita Von Teese (fã assídua) e John Legend, que foi convidado a subir ao palco para um dueto de Unforgettable.


Pink também já esteve por lá e fez uma participação incrível, num dueto de Summertime.


Para a experiência ser completa

Recomendamos duas coisas que acrescentam glamour a esta noite.

A primeira é contratar um transfer in-out ao invés de um táxi. Primeiro porque as ruas no entorno do SNM são meio desertas e encontrar táxi por lá pode não ser tão fácil; segundo, porque é um luxo ter um super carro com chofer aguardando na saída.

Engraçada foi a discrição do chofer quando veio nos buscar, ao nos ver entrando no carro muitíssimo empolgados, com duas máscaras na mão. Não falou uma só palavra em todo o trajeto.

A segunda é encerrar a noite degustando drinks clássicos nova-iorquinos. Nós fomos ao bar do nosso hotel mesmo, o The Muse, e pedimos um Dry-Martini e um Cosmopolitan.

E encerramos a noite encantados com a banda que estava ali, tocando um jazz dos bons. Por sinal, tocaram Unforgettable novamente… é isso aí, mais uma noite inesquecível em NYC.

Três meses depois…

Com surpresa, recebemos um “telegrama” por e-mail do Hotel McKittrick. Trata-se de um convite para uma sessão reservada aos já iniciados.

Sem dúvidas, o SNM é incrível e imperdível. Se estivéssemos em NY voltaríamos com certeza!

Se você ficou curioso sobre o Sleep No More, confira fotos aqui.

Maiores Informações:

Sleep No More – Site Oficial

Off Broadway

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Enfim, a Big Apple! New York City – Um Passeio por Midtown

Nossa viagem à Nova Iorque começou com a idéia de estar presente num dos maiores réveillons do planeta. Não exatamente no meio dele, mas ao menos sentindo toda a vibração da data num ambiente tão assim, cosmopolita. Abriríamos uma exceção à nossa regra de jamais viajar no feriado de fim de ano. Afinal, seria uma causa nobre.

NY é uma cidade vibrante e pede tempo. Conhecê-la e desvendá-la não é tarefa simples, ela é inesgotável. A grande quantidade de turistas nessa época também não ajuda muito, e o resultado é aquela sensação de que não se curtiu a cidade como se deveria ou que se deixou muita coisa por fazer. Mas de qualquer forma está quebrado o gelo, e pendências de viagem não são de todo ruins, nos dão motivação para retornar.

Então, dada a largada na série de posts!

Midtown, o coração da ilha de Manhattan

O que todo viajante quer conhecer em Nova Iorque está essencialmente na ilha de Manhattan. Midtown, o centro de Manhattan, faz divisa com o Central Park e não é longe dos badalados SoHo e Greenwich Village. Times Square está a dois passos, sem falar nos musicais da Broadway. Sem dúvida, essa região central de NY é uma ótima opção para ficar, ao menos  nas primeiras viagens à cidade.

As principais atrações de Midtown não estão muito distantes umas das outras; então, desde que o clima colabore, dá para fazer tudo a pé. E no nosso caso o clima colaborou mesmo, foi um dos invernos mais quentes dos últimos anos e a neve sequer deu as caras.

Localizar-se em Manhattan não é tão difícil pois o sistema de numeração das ruas ajuda bastante. São ao todo 12 longas avenidas a contar de leste para oeste (sendo a mais famosa delas a Quinta), e cerca de 200 outras a contar do sul para o norte.

Partindo da Grand Central Terminal, uma das principais estações de metrô localizada na 42 St, em direção ao Central Park, são 7 quadras até o Rockefeller Center e, a partir dali, mais quatro quadras até o MoMa. Já se for no sentido de Downtown, são oito quadras até o Empire State e a Macy’s. Os trajetos podem ser feitos pela Sexta ou pela famosa Quinta Avenida (nesse caso demorando um pouco mais, devido às inúmeras pausas para conferir as vitrines mais sensacionais do planeta).

Midtown – da 42 St até a 34 St

A Grand Central Terminal é um complexo que agrega lojas e restaurantes à estação de metrô. O mix de lojas é considerável, indo desde produtos gourmet como a chocolateria belga Neuhaus, a loja de azeites francesa Oliviers & Co e a Magnolia Bakery (a marca americana que imortalizou os cupcakes para o mundo), passando pelos aromáticos produtos da L’Occitane e a famosinha barbearia The Art of Shaving, até os objetos inovadores da Pylones e os aparatos tecnológicos da Apple Store. Nada mau.

Como não lembrar de Saturday Night Live?

Mas sem dúvida é a sua arquitetura em estilo Beaux-Arts a grande responsável pela merecida fama do lugar. É o que a torna um ponto de parada obrigatória em Nova Iorque.

Main Concourse

Main Concourse

Olhamos para cima e nos deparamos com um lindo teto cor azul turquesa, com constelações e símbolos do zodíaco pintados em dourado. É o céu do Mediterrâneo, de autoria do pintor francês Paul Helleu.

The Sky Ceiling

The Sky Ceiling

A entrada de luz natural pelas imensas janelas se alia à iluminação fornecida por grandes e imponentes lustres e luzes secundárias, conferindo uma atmosfera luxuosa ao lugar.

       

Para fotografar a Grand Central com calma e menos gente, o ideal é passar por lá de manhã bem cedo. E simplesmente parar por alguns momentos e contemplar o cenário, antes que a rotina acelerada da cidade recomece com tudo.

Saímos da Grand Central e continuamos na 42 St, seguindo em direção ao Bryant Park. Antes de chegar lá, nos deparamos com a New York Public Library.

Sendo uma das maiores bibliotecas dos EUA, seu prédio também em estilo Beaux-Arts não passa despercebido. É a maior estrutura de mármore do país e a fachada clássica de colunas e as esculturas de leões em meio ao cenário de prédios altíssimos faz um belo que contraste que convida a mais uma parada.

O passeio começa bem, a estação e a biblioteca são os dois melhores representantes do estilo Beaux-Arts nos EUA. E logo ali ao lado já está o Bryant Park.

Olhamos os arredores e avistamos o Chrisler Building ao longe, tentando se disfarçar atrás dos galhos secos invernais das árvores.

O Bryant Park não se compara ao Central Park, mas tem o seu charme. Mais frequentado pelos nova-iorquinos, que comparecem em peso nos meses mais quentes, conta com internet wi-fi gratuita.

De manhã cedo está bastante tranquilo e convida a um passeio com um bom café na mão (bem pertinho dali tem uma filial estratégica da Le Pain Quotidien).

As lojinhas da The Holidays Shops, a tradicional feirinha de fim de ano, ainda estão fechadas. Mas a pista de patinação, grande estrela do inverno americano, já está movimentada.

Quem contempla esse cenário tranquilo e seguro e não conhece a história do local, que já abrigou até a New York Fashion Week, jamais imaginaria que essa região foi ponto de consumo de crack na segunda metade da década de 80. Graças à eficiente e austera política de combate de Rudolph Giuliani, que reduziu as taxas de criminalidade em quase 80%, o local está totalmente recuperado. Nova Iorque é um exemplo a copiar.

Seguimos em direção à 34 St, até o Empire State Building.

Como não conhecer o mais famoso prédio de escritórios do mundo,  que possui as vistas mais fantásticas da cidade?

O prédio, em estilo Art-Déco, é o mais alto de Nova Iorque, com seus 102 andares. Admirá-lo lá de baixo pode causar uma leve dor de pescoço e render fotos incríveis.

O único porém de visitá-lo nessa época do ano é enfrentar o caos que se forma já na rua, com a primeira fila para acessar o prédio. Mesmo um City Pass (um passe comprado antecipadamente que corta filas e vale muito a pena) não melhora muito a vida do turista que não dispõe de todo o tempo do mundo; as filas se sucedem no interior do prédio e podem facilmente tomar umas duas horas do passeio. E também tem a segurança estilo aeroporto, que torna o programa bastante cansativo.

Hall de entrada

Hall de entrada

O elevador que leva até o observatório é rápido e a pressão nos ouvidos se faz sentir. Mas a vista lá de cima compensa a maratona da subida.

A selva de pedra de King Kong

A selva de pedra de King Kong

Os prédios gigantescos que brotam do chão, o sul da Ilha de Manhattan com seu distrito financeiro, o Central Park, a Estátua da Liberdade e a Brooklin Bridge, está tudo ali ao alcance dos olhos.

Mais uma vez, o elegante Chrisler Building

Mais uma vez, o elegante Chrisler Building (à esquerda)

E o fim de tarde, com o acender das luzes, torna tudo ainda mais fascinante.

Vista para Downtown

Vista para Downtown

Bem pertinho dali fica a Macy’s, auto-intitulada como “a maior loja de departamentos do mundo”.

Nesta época de final de ano, as vitrines de Natal são uma atração à parte, e as da Macy’s são das mais sofisticadas.

A quantidade de pessoas hipnotizadas, coladas na vitrine e admirando os bonecos de corda que se movimentam sem parar, é a maior prova disso.

Mas as vitrines das outras lojas dos arredores também não fazem feio, com seus bonecos esquiadores e delicadas maquetes. Natal mágico é por aqui mesmo.

        

A Macy’s é o melhor lugar de compras para uma primeira viagem à NY (ou muitas); as lojas de descontos podem tomar muito tempo em garimpo, e os outlets estão fora da cidade. Além do mais, no fim de ano começam as liquidações de inverno; imagine um andar inteiro com lindos casacos em promoção com até 60% de desconto (e estrangeiros ganham mais 10% com apresentação de passaporte). A Didi Wagner, no seu guia de viagens “A Minha Nova York”, declarou que acha cafona ir a essas liquidações da Macy’s. Sério Didi? O que você acha “cafona” nós chamamos de “barganha”!

Se o humor estiver mesmo para compras, também é interessante explorar os arredores da Macy’s; facilmente encontramos lojas abordáveis como H&M, Mango, Zara, Uniqlo, além de Aldo Shoes e Victoria Secret. E muitas outras mais!

Midtown – da 42 St até a 53 St

Agora voltamos à 42 St e dali seguimos na direção contrária, sentido Central Park, pela Sexta Avenida, que está decorada com enfeites gigantes de Natal.

   

Já a decoração da Quinta Avenida é imbatível, especialmente à noite, com suas vitrines chamativas e prédios embrulhados para presente, envoltos em cintos ou com cascatas de luz.

    

A primeira parada é o Rockefeller Center.

As esculturas Youth e Prometheus (segundo plano), de Paul Manship

As esculturas Youth e Prometheus (segundo plano), de Paul Manship

Esse complexo é um lugar a visitar especialmente pela grande e icônica árvore natural de Natal que é montada por ali todos os anos, junto à pista de patinação no gelo (quem quiser se aventurar sobre rodinhas pode até contratar uma aula). Não existe cenário mais natalino e mais nova-iorquino do que esse. Literalmente coisa de filme.

Evidentemente à noite o cenário ganha ainda mais destaque. Mas prepare-se para as multidões.

Mas o Rockefeller tem mais, muito mais: sede da NBC (onde é gravado o Saturday Night Live), lojinha da NBC com souvenirs das suas séries americanas favoritas, o Radio City Music Hall (onde acontece o Grammy), cerca de 100 lojas, 40 restaurantes e lojas de alimentação e o Top of the Rock, o concorrente “modesto” do Empire State no quesito vistas deslumbrantes da cidade. O observatório fica “apenas” no 60º andar e tem vistas incríveis do Central Park e, claro, do Empire State.

A segunda parada, na 53 St, é o Museu de Arte Moderna, o MoMa.

Após passar por uma reforma milionária concebida pelo arquiteto japonês Yoshio Taniguchi, o prédio do MoMa tornou-se uma obra de arte em si, com seus amplos espaços internos, visual clean e iluminação natural proveniente de imensas paredes de vidro. No entanto, o projeto de Taniguchi manteve o jardim de esculturas localizado na área central do prédio, uma agradável área ao ar livre com vista para os altos prédios de Manhattan.

The River - do escultor francês Aristide Maillol

The River - do escultor francês Aristide Maillol

Ainda bem. Ali a arte contemporânea da alemã Katharina Fritsch se mescla com o Art Nouveau do francês Hector Guimard (o arquiteto que criou todas as placas do metrô de Paris).

  

Seguimos dali para as galerias de arte contemporânea.

Que sempre nos coloca questões tão profundas…

   

… Até as mais polêmicas, como a obra de Sanja Ivekovic, intitulada Lady Rosa of Luxembourg.

Exposição Sweet Violence

Trata-se da réplica de um monumento de Luxemburgo em homenagem à Primeira Guerra Mundial, que guarda três diferenças em relação à obra original: é dedicado à filósofa marxista e ativista Rosa Luxemburgo; a vitória está grávida; as homenagens escritas em sua base foram substituídas por palavras em francês (La Résistance, La Justice, La Liberté, L’Indépendence), em alemão (Kitsch, Kultur, Kapital, Kunst) e em inglês (Whore, Bitch, Madonna, Virgin). Imaginem a polêmica.

Vitória se transforma em uma mulher comum

Dali vamos direto para as galerias de arte moderna e encontramos as obras de artistas tão conhecidos e queridos nossos.

Les Demoiselles d'Avignon - Pablo Picasso (fase pré-cubista)

The Olive Trees - Vincent Van Gogh

Young Man in a Gray Sweater - Diego Rivera

Também encontramos Paul Cézanne, Salvador Dalí, Fridha Kahlo, Henri Matisse, Claude Monet. Perfeito.

Complementam o acervo do MoMa as famosas latinhas de Campbell Soup de Andy Warhol, além de exposições de fotografias, arquitetura e design. O museu ainda revela ângulos arquitetônicos que não fazem parte do acervo, mas que os olhos acabam reconhecendo como arte.

A última obra-prima a ser citada é o The Modern, um dos restaurantes do museu. Mas falaremos dele mais adiante, no post dedicado aos restaurantes.

Times Square & Broadway

Se Midtown é o coração de Manhattan, Times Square é o coração de Midtown. E pulsa como tal.

Os clássicos táxis amarelos colorem a paisagem urbana

Os clássicos táxis amarelos colorem a paisagem urbana

Esquina do mundo, ali vemos pessoas de todas as nacionalidades. E todos paramos fascinados, por um bom momento, para olhar as luzes incessantes que nos deixam hipnotizados, inebriados, talvez até um pouco intimidados.

Mas não por muito tempo, pois há muitas lojas esperando para ser visitadas, entre elas a Toys’R'Us, a famosa loja de brinquedos que é um verdadeiro parque de diversões, e a M&Ms, onde podemos comprar o clássico confeito nas mais diversas cores imagináveis. Dois clássicos turísticos num dos pedaços mais turísticos do mundo.

Conhecer a Times Square à noite é um must-go.

Especialmente lotada devido aos feriados de fim de ano

Soma-se ao cenário a vibração da Broadway, avenida que cruza a Times Square, com seus musicais mundialmente famosos. Filas imensas, fãs aguardando a saída dos seus atores prediletos, ninguém quer perder um dos maiores espetáculos de Nova Iorque… Exceto nós, que fomos na contramão e decidimos ir a um espetáculo Off Broadway que parecia estar fazendo bastante sucesso. Anote este nome: Sleep No More. Review aqui no blog nos próximos dias.

E no meio disso tudo, se cair uma chuvinha fina, somos diretamente transportados aos cenários de Blade Runner e começamos a ouvir Vangelis. É o fator “uau”, o fator “mega”, de que tanta gente fala.

E por hoje é só, na Cidade Que Nunca Dorme.

Maiores Informações:

Grand Central Terminal

New York Public Library

Bryant Park

Empire State Building

Rockefeller Center

MoMa

Times Square

Broadway

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New York City – um quick-tour via Instagram

A Big Apple, assunto dos nossos próximos posts, é um verdadeiro paraíso para usuários do Instagram (para quem ainda não conhece, trata-se de um aplicativo para iPhone que funciona como uma rede social para compartilhamento de fotos em estilo polaróide, que podem ser editadas com filtros que as deixam com cara de antigas – brincadeira altamente viciante).

Sua arquitetura, monumentos e estilo de vida são altamente inspiradores, revelando a todo momento ângulos que convidam a mais um clique. Então, antes dos posts, vamos viajar um pouquinho pelas imagens de alguns dos muitos ícones da cidade.

Começando pela Estátua da Liberdade e a Ponte do Brooklyn, num dia incrível de sol.

   

As paradas obrigatórias de um roteiro cultural…

MET - Metropolitan Museum of Art

MoMa - Museum of Modern Art

New York Public Library em Manhattan

Os irresistíveis paraísos de compras.

Macy's

Apple Store Fifth Avenue

Os prédios mais altos já vistos, que transformam a cidade numa verdadeira selva de pedra...

    

… Amenizada pela maior área verde já vista dentro de uma cidade.

Central Park

E as luzes que nunca se apagam. Totalmente futurista.

Times Square

Imponente, cultural, tecnológica, cosmopolita, consumista, bucólica, futurista. São muitas as facetas dessa cidade.

No próximo post, saiba mais sobre Nova Iorque no fim de ano!

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Onde Ficar e Onde Comer em Vail – Austria Haus Hotel e muitos restôs legais

Este é um post que atende perfeitamente aos princípios do nosso blog. Vamos falar de Garfos e de Quartos em Vail.

Austria Haus Hotel – um ótimo hotel de montanha

Ponto essencial numa viagem: onde ficar? Em Vail a escolha não é difícil, considerando que o lugar é pequeno, então localização não é exatamente um problema. Isso sem falar que opções não faltam, desde hotéis de grife como Ritz-Carlton e Four Seasons (que parece realmente espetacular) até os apartamentos ou casas de aluguel que andam tão na moda.

Nós fomos no meio termo e escolhemos o Austria Haus Hotel. Para quem conhece, é do mesmo estilo do Casa da Montanha em Gramado.

Vista da frente do hotel, na East Meadow Drive

Vista dos fundos do hotel, com vista para Gore Creek

É um hotel pequeno, com apenas 25 quartos, e ocupa uma ótima posição no ranking do Tripadvisor. Há uma salinha junto à recepção para guardar o equipamento de esqui (exceto as botas, que devem ser levadas para o quarto para que permaneçam quentinhas – essa foi a instrução). Mais do que conveniente.

O Austria Haus é um lugar delicioso de voltar quando a temperatura lá fora castiga; todas as salas possuem lareira. E sempre tem café à disposição.

Sala junto à recepção

Sala da biblioteca, nos fundos - nossa preferida

Na sala mais aos fundos há uma pequena biblioteca, convidativa para aquele relax antes de ir dormir. Quem não fizer questão de literatura clássica vai se deliciar com os livros de fotos do Colorado (é bonita essa região!).

A decoração é clássica e bem no estilo campo e montanha, com muita estampa nos móveis e no carpete e madeiras escuras.

A sala do meio é onde o breakfast é servido.

Sala de café da manhã

As iguarias são aquelas típicas dos breakfasts americanos, mas a grande estrela é a máquina de waffle, onde você mesmo prepara e decora o seu, do seu jeitinho, de preferência com muitas frutas vermelhas e calda de chocolate como topping (esqueça qualquer outra fruta, só as vermelhas por lá são docinhas e saborosas).

Gostamos muito disso!

Certa manhã encontramos também uma mesa de omeletes com dois atendentes, que preparavam a iguaria com os ingredientes de escolha do hóspede.

Nos fundos do hotel há uma piscina ao ar livre com água quente e fumegante.

Para quem se habilitar ao choque térmico na entrada e na saída. Bom para relaxar depois do esqui com vista para a montanha, Gore Creek e a Covered Bridge.

Em época de Natal, o hotel fica encantadoramente decorado.

     

E quando se trata de instalações privativas…

Os quartos são amplos e muito aconchegantes, com camas king size e travesseiros fofos.

O banheiro tem piso aquecido e paredes listradas em bege e branco, chic.

E para completar o conforto, uma salinha com duas poltronas, TV de LCD, frigobar e café e água mineral à disposição, além de internet wireless gratuita, tão indispensável ao viajante moderno (disponível em todo o hotel).

Cantinho aconchegante de leitura

Decor neutro com detalhes interessantes, de muito bom gosto, com tudo em perfeitas condições. Não está nas fotos: a música clássica que toca nas áreas comuns e o silêncio absoluto que reina nos corredores e quartos. Perfeito.

Se tivéssemos que citar um ponto negativo, talvez diríamos que o atendimento na recepção é formal demais, mas aí já é aquela brasilidade falando alto demais. Não, não precisa. O atendimento é corretíssimo.

Indicamos esse hotel e voltaríamos com certeza!

Gastronomia em Vail

A gastronomia é levada a sério em Vail. São tantos restaurantes, de tantas culinárias diferentes, que nem parece que estamos num pequeno vilarejo entre as montanhas.

Então decidimos pesquisar com antecedência o assunto. Não é difícil, pois o próprio resort providencia um Dining Guide bem completo que pode ser baixado pela internet. Depois, uma rápida checada nos rankings do Tripadvisor e estamos prontos para a etapa final, as reservas para os mais concorridos através do Open Table. O Open Table é um site excelente dedicado a reservas de restaurantes em todos os Estados Unidos. Tudo é muito simples; basta um rápido cadastro, busca por restaurante, inserir data e número de pessoas e ele retorna a disponibilidade. Não precisa fornecer dados do cartão de crédito, mas precisa comparecer à reserva, sob pena de não conseguir mais utilizar o serviço. Funciona maravilhosamente.

E agora vamos aos lugares que testamos. Os dois primeiros restaurantes são os que possuem melhor posição no ranking do Tripadvisor, mas todos tem lá as suas surpresas.

Sweet Basil

Considerado pela Wine Spectator um dos melhores restaurantes de Vail, eleito pelo Zagat Survey como o restaurante mais popular do Colorado. Sem dúvidas, desperta a curiosidade!

Tem um estilo moderninho e é bastante agitado por conta do balcão de bar que ocupa um bom espaço do restaurante. A decoração é elegante e aconchegante, com muitas paredes em pedra. No entanto, as mesas são próximas demais, o que pode atrapalhar um pouco a conversa.

Mas vamos às estrelas da noite. Para começar, of course, as entradinhas. Warm Apple and Beet Salad, uma saladinha de fatias de beterraba, maçã e queijo camembert, com rúcula e castanhas moídas, temperada com um vinagre de cidra. Uma combinação muito saborosa, mas as fatias de beterraba poderiam ser um pouquinho mais finas.

E um Loch Duart Salmon Tartare, um tartare acompanhado de caviar de salmão, molho béarnaise, brioche e iogurte de raiz forte. Aprovado.

E passamos aos pratos principais.

USDA Prime New York Strip, um kobe beef certificado e preparado com marrow butter (manteiga preparada com tutano e ervas), acompanhado de purê de batatas, cogumelos, confit de cebola e salsa de rúcula. Dizem que o tutano deixa a carne mais saborosa e é um dos segredinhos das steakhouses (além da maturação da carne, grelha extra quente, entre tantos outros). Pode bem ser verdade.

E Heritage Breed Pork Chop, deliciosa carne de porco acompanhada de um purê de marmelo, batatinha doce, nabos assados e um caramelo de gengibre e cidra de maçã. Parece doce demais, mas ficou incrivelmente na medida e contrastou bem com o porco.

E, para fechar a noite, sobremesa! Hoje vamos com tudo.

Tahitian Vanilla Cheesecake, um cheesecake feito com as famosas favas de baunilha do Tahiti, acompanhado de farofinha de gingerbread, sorbet de abacaxi, pedacinhos de abacaxi assado e gengibre adoçado. Linda apresentação e muito sabor!

E um Almond Joy, bolas de mousse gelada de coco, amêndoas açucaradas e biscoitinhos, tudo isso mergulhado numa calda de chocolate francês Valrhona 70%.

Teria sido perfeito sem os biscoitinhos alienígenas, mas o pior problema da sobremesa foi a troca das amêndoas açucaradas por… salgadas! O chef que nos desculpe, mas um erro imperdoável, pois o sal arruinou o melhor chocolate do mundo e tornou inviável comer a sobremesa. Reclamamos e, obviamente, não fomos cobrados. Danos materiais cobertos, mas os danos morais…

Very well, menu digno de um episódio de Top Chef, com muita coisa boa e alguns deslizes pelo caminho. Mas o restaurante é mesmo muito bom e vale a ida e os dólares gastos, sem dúvida!

La Tour

O maior representante francês da cidade tem mesas na janela e uma porta discreta que fazem o ambiente parecer bastante aconchegante.

Na verdade ele é um tanto antiquado e as paredes brancas (que também estão presentes no interior do restaurante) deixam o ambiente um tanto frio e sem graça – nem a lareira colabora muito na atmosfera.

Lotado – ele é concorridíssimo. Após uma rápida espera no bar, fomos acomodados numa mesa junto à janela. Dessa vez pedimos direto os pratos principais.

Butternut Squash Gnocchi. Notem que o nhoque se transformou num ravioli, provando que jamais deveríamos pedir comida italiana num restaurante francês! Ou que os restaurateurs deveriam programar melhor as compras, ou ainda avisar o cliente que o ingrediente principal da receita será substituído.

Mas isso em nada prejudicou o sabor do prato, na verdade ficou muito mais interessante. O ravioli recheado com moranga veio acompanhado de folhas da estação refogadas, picles de cebolinhas, cranberry e manteiga de sálvia. Gostoso, mas nada além disso.

O outro prato foi um Colorado Striped Bass, um peixe da região grelhado, servido com camarões e tomatinhos ao molho Pernod, purê de batatas e mais um molho de anis. Totalmente forgettable.

E a mesa ao lado, com umas vinte pessoas, segue bem animada. Parece um bom momento para pedir a conta. Podemos dizer que, de todas as nossas experiências gastronômicas na cidade, essa foi a que menos empolgou.

Podemos até dizer que o La Tour de Vail é uma espécie de Chez Philippe de Porto Alegre (alguns conterrâneos talvez entendam isso, mais adiante faremos um post explicando).

Campo de Fiori

Esse é um autêntico italiano, descoberto ao acaso, passando na frente.

Olhando de fora não parece grande coisa. Na verdade parece mais uma casa, não fosse o toldo e o menu na porta, indicando que sim, ali tem um restaurante.

Mesmo sem reserva, e como era muito cedo, entramos. Deixamos nossos casacos e subimos as escadas.  O interior surpreende; todas as paredes, o teto e até o piso são alaranjados com pinturas decorativas. Bem extravagante.

Conseguimos uma mesa para dois num cantinho e fizemos nossos pedidos. As expectativas foram superadas quando os pratos chegaram à mesa… amor à primeira garfada!

Um dos pedidos foi a Carne del Giorno, a especialidade do dia do chef – nesse caso, um cordeiro assado lentamente com molho espesso e aromático, purê de batatas e aspargos como guarnição. Delicioso, perfeito para uma noite de inverno.

E o outro, um prato do cardápio da temporada, Ravioli all Odore di Funghi – um ravioli recheado com cogumelos selvagens, molho de champagne e azeite de trufas brancas.

Sabe aquele sabor e aroma marcantes, que você continua sentindo mesmo depois de ir embora, e muito tempo depois? That’s it. Poderíamos comer esse prato todos os dias, sabor inigualável.

Uma grata surpresa descobrir depois que o restaurante é altamente recomendado por instituições de peso como New York Times, Wine Spectator, Zagat Survey e Food and Wine Magazine. Que sorte que nós demos, não?

Blu’s

Restaurante pequeno e despretensioso, de cozinha “eclética americana” segundo eles. Fica de frente para Gore Creek e abre inclusive no café da manhã, sendo uma boa opção para quem está hospedado em apartamento e com preguiça de providenciar comida.

Pelas paredes envidraçadas vimos um ambiente aconchegante, com paredes de tijolos à vista e mesinhas de madeira. Entramos mesmo sem reserva e rapidamente fomos acomodados numa mesinha na janela.

De cara pedimos duas sopas de entrada, uma de cogumelos e outra de cebola – nada muito emocionante. Como pratos principais, escolhemos dois pratos bem típicos. Uma Colorado Buffalo Shepherd’s Pie, torta que parece um escondidinho de purê de batata com carne de costela refogada (tipo carne de panela) e legumes, deliciosa e no melhor estilo comfort food

… E um Blu’s Famous Meatloaf, um bolo de carne aromatizado com ervas e especiarias e servido com molho de tomate bem espesso e ratatouille rústico.

Na primeira garfada já se descobre porque é famoso. Um dos pratos mais saborosos da viagem!

Up The Creek

Restaurantezinho simpático, também nas margens de Gore Creek e bem pertinho do Blu’s acima citado. O ambiente é alegre e as paredes envidraçadas com a vista bucólica criam uma ótima atmosfera, o que torna o local ideal para um almoço ou lanche da tarde (especialmente no verão, quando Vail se transforma).

Com o menu fixado na porta, entramos sabendo exatamente o que pediríamos: Buffalo Wings (porque ao menos uma vez, numa viagem aos EUA, tem que pedir e passar sufoco com a pimenta) e um Roasted Turkey and Brie, sanduíche tostado de peru com queijo brie e peras asiáticas, acompanhado de um molho de cranberry e fritas.

O pepino ali está meio perdido no contexto, mas o sanduíche estava estupendo, assim como as fritas que acompanhavam. Aliás, não existem fritas ruins nos EUA.

Simples e básico, não? Mas recomendado pelo New York Times.

Tavern On The Square

Esse fica em Lionshead e é uma espécie de pub, localizado junto ao hotel The Arrabelle. Ambiente e decoração nota 10.

Para um almocinho depois do esqui em uma tarde bem fria, pedimos dois Chicken Curry Pot Pie, um frango ao curry bem picante com vegetais servido numa cumbuca coberta com massa folhada, acompanhado de cerveja. De comer ajoelhado!

De sobremesa, duas escolhas. Um Apple Dumplings Rosmary Honey Gelato, fatias de maçã cozidas com sorvete de alecrim e mel para cobrir…

… E um inesquecível S’mores – um brownie de Guinness com sorvete, farofinha, pequenos marshmallows tostados e calda de chocolate. Ou seja, um exagero! Quando pedimos a garçonete elogiou a escolha.

E nós agradecemos por uma das melhores sobremesas da viagem.

Conclusão final: essa história de que se come mal nos EUA ficou no passado. Vail é um verdadeiro destino gastronômico; se come muito, mas muito bem por lá, desde um simples sanduíche até o prato mais elaborado de um restaurante chic. O atendimento, em todos os lugares, é impecável. Para citar um defeito, achamos os ambientes agitados demais, com muitos grupos de pessoas, o que torna quase impossível um jantar mais quietinho a dois… mas nada que comprometa tanto a experiência!

E nos despedimos de Vail, já com saudades. Próximo destino: New York!

Maiores Informações:

Austria Haus Hotel

Tripadvisor – opiniões de hóspedes do Austria Haus

Open Table – site de reserva de restaurantes nos Estados Unidos

Guia de Restaurantes – The Vail Valley Dining Guide

Sweet Basil

La Tour

Campo de Fiori

Blu’s

Up The Creek

Tavern on The Square

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